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quinta-feira, março 4, 2021

Coronavírus: China começa a construir hospital com mil leitos pra ficar pronto no fim de semana

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As notícias de que a China construirá um hospital com mil leitos em apenas seis dias, na cidade de Wuhan, epicentro da crise causada pelo coronavírus, causaram espanto e comoção em todo o mundo. Afinal, como é possível erguer uma obra deste porte tão rapidamente? Há até um link com a obra em tempo real.

O hospital, que deve ser inaugurado já no próximo final de semana, entre os dias 1 e 2 de fevereiro, é um símbolo de como aquele país contorna obstáculos técnicos e burocráticos, avançando velozmente em direção a seus objetivos. No caso, assegurar tratamento a todos os doentes de Wuhan, sem precisar trasladá-los para outras localidades, o que eleva o risco de transportar o coronavírus a novas províncias.

O governo chinês é dono de todas as terras do país, por isso consegue deslocar pessoas e ocupar espaços muito rapidamente, apenas pagando indenizações pela parte construída pelos cidadãos. É assim que ele abre estradas, cria rapidamente estruturas públicas e avança onde acredita que é prioridade.

Além disso, apesar de ser uma nação que se apresenta ao mundo como comunista, a China possui um sistema público de saúde de fazer corar até as mentes mais liberais. Não há, por exemplo, saúde pública universal, como o SUS, no Brasil, e mesmo os hospitais públicos cobram seus pacientes quando atendidos. Se não puderem pagar, bem, não serão recebidos.

Isso quer dizer que o foco do governo chinês na saúde não é oferecer atendimento a todos, mas resolver as grandes questões estruturais, por isso possui recursos para tocar uma obra com grande agilidade.

Para muitos especialistas, a regra deve-se menos à maldade dos dirigentes chineses e mais à demografia. É impossível universalizar a saúde para uma população que representa 20% de toda humanidade. O que o poder público faz é subsidiar consultas e medicação. No mais, se você não tiver seguro-privado, terá que pagar a conta sozinho.

O desafio sem correlação no mundo fez da China o paraíso das health techs. Pressionado por uma população que envelhece e requer cuidados, o governo chinês liberou o uso de novas tecnologias em saúde que, em muitos países, está embargado por discussões éticas, regulatórias ou simplesmente emperrado por lobby de médicos.

Com exceção dos funcionários públicos, como professores e policiais (que podem usar hospitais do governo de graça) e empregados formais de empresas privadas (que possuem seguro saúde obrigatório, por lei), todos os demais cidadãos devem arcar com suas despesas médicas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 34,4% dos chineses estão nesta situação: sem seguro oferecido pelo empregador, seja público ou privado

Fonte: Uol Notícias




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