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domingo, outubro 25, 2020

Bandidos usam ponte clandestina para roubar carros do Acre para a Bolívia. Veja flagrante com Honda Civic

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Uma pequena ponte de madeira, com apenas 60 metros de extensão sobre o igarapé Rapirrañ, ligando a cidade de Plácido de Castro (AC) à vila Puerto Evo Morales (BO), é hoje o caminho mais utilizado pelas facções criminosas para cruzarem a fronteira com carros roubados no Acre.

O serviço de inteligência da própria polícia acreana estima que de cada 5 carros roubados na capital Rio Branco, três saem do Estado através dessa ponte para serem trocados por droga e armas no país vizinho.

Foi por lá que na madrugada do dia 18 de Janeiro deste ano o carro modelo Honda Civic, placa QLX 1950 pertencente a uma moradora do bairro Santo Afonso, na periferia de Rio Branco (AC), foi levado para fora do Brasil por um grupo de assaltantes que invadiu a casa dela para roubarem o veículo.

As imagens de um circuito de monitoramento eletrônico existente na cabeceira da ponte do lado brasileiro registrou a passagem do carro escoltado por outro veículo com placas também de Rio Branco. As câmeras têm qualidade precária e foram instaladas pelo delegado Carlos Flávio, que investigou situações idênticas naquela região. O Honda Civic jamais foi encontrado.

“Enquanto isso eu, minha esposa e nossos filhos eramos mantidos reféns dentro da nossa própria casa por mais de duas horas para dá tempo ao restante dos bandidos cruzarem a fronteira com o nosso carro”, relatou o marido da dona do carro.

Os bandidos ainda juraram voltar para matar toda a familia se alguém registrasse queixa do assalto na delegacia. “Nos nem procuramos a polícia com medo de que eles matassem todo mundo”, disse uma das vítimas.

A mesma coisa aconteceu com o pastor evangélico José Bezerra, morador da estrada do produtor, município de Acrelândia. Ele teve a casa invadida e a caminhote modelo Frontier roubada e levada para a Bolívia através da ponte sobre o igarapé Rapirrã.

Meses depois o carro foi localizado por um amigo na cidade de Riberalta, departamento de Beni na Bolívia, mas ele jamais recuperou o único meio de transporte que tinha.

Um servidor da Assembléia Legislativa Acreana também teve a caminhonete hilux roubada em um assalto, em plena luz do dia quando chegava ao local de trabalho. O carro foi levado para a Bolívia através da ponte fronteiriça do igarapé Rapirrã.

Ele ainda contratou um detetive particular para localizar o carro no país vizinho, mas acabou desistindo da tentativa de resgate quando soube que a caminhonete estava em poder do irmão de um promotor de justiça boliviano, circulando normalmente na cidade de Riberalta.

Com o aumento da fiscalização nas pontes fronteiriças dos municípios de Epitaciolândia (AC) e Brasiléia (AC) a rota para os carros roubados passou a ser pela ponte do igarapé Rapirrañ, na cidade de Plácido de Castro (AC).

São apenas 89 quilômetros da capital Rio Branco até a travessia da fronteira. O percurso ainda oferece alternativas por duas rodovias diferentes e uma estrada vicinal sem barreira de fiscalização policial.

A partir da ponte do igarapé Rapirrañ os bandidos cruzam a pequena vila Puerto Evo Morales, que não dispõem de controle de entrada de veículos, e seguem por 120 quilômetros de estrada de terra até a Vila Santa Rosa, de lá pegam uma estrada maior, com percurso de 60 quilômetros até Riberalta.

A cidade, com pouco mais de 99 mil habitantes tem se tornado, nos últimos três anos, o destino preferido para os bandidos negociarem os carros roubados aqui no Acre, devido à facilidade de chegada até lá, sem fiscalização policial.

A equipe do Acjornal constatou, na última terça -feira (4) que a ponte que liga o Brasil é a Bolívia naquela região fronteiriça dos municípios de Plácido de Castro (AC) e a Vila Puerto Evo Morales (BO) fica totalmente disguarniçida à noite e, também, durante o dia.

Nas estradas de acesso à região, nossa equipe não encontrou, também, nem uma fiscalização policial.

O único ponto vigiado fica na saída do município de senador Guiomard, mas nem sempre os carros são vistoriados e os motoristas obrigados a se apresentarem quando passam pelo local.

A ponte do igarapé Rapirrañ é considerada pelo governo federal como clandestina porque foi construída pela prefeitura de Plácido de Castro sem autorização das autoridades competentes dos dois países.

Por isso não existe determinação do.ministério da defesa para a permanência de guarnição policial em suas cabeceiras nem de um lado e nem de outro.

A secretaria de segurança pública do Estado do Acre respondeu ao Acjornal, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmando que a responsabilidade de fiscalização do fluxo de entrada e saída nas regiões fronteiriças do país é do Governo Federal.

No caso especifico da ponte do igarapé Rapirrañ em Plácido de Castro, a resposta foi que o batalhão da polícia militar da região tem se esforçado para tentar inibir as ações criminosas no local.

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