Acreanas são presas conduzindo moto roubada de Rio Branco para a Bolívia

Duas mulheres, naturais de Rio Branco (AC), foram presas em flagrante, nas primeiras horas desta quarta feira (19) na BR-364, com destino à Bolívia, conduzindo uma moto que havia sido roubada na capital acreana na semana passada.

A motocicleta Honda, modelo Biz 150, placa QLU 24 84, seria a segunda em menos de uma semana que as duas mulheres iam deixar na Vila Puerto Evo Morales (BO) a mando de uma quadrilha que vem roubando veículos no Acre e levando para o país vizinho cruzando a fronteira através de uma ponte clandestina sobre o igarapé Rapirrã, na cidade de Plácido de Castro (AC) a 90 quilômetros de Rio Branco.

As mulheres estavam vestidas com roupas típicas das produtoras rurais da região e ao se depararem com a viatura policial entraram em um ramal disfarçando que estavam indo para o trabalho na roça.

Ao serem abordadas e levadas para a delegacia do municipio de Plácido de Castro elas confessaram o crime e admitiram que são uma espécie de motorista da quadrilha que agem no Acre.

As duas prestaram depoimento ao delegado plantonista, mas nao revelaram o nome de seus chefes dentro da quadrilha. Só disseram que recebem as motos em Rio Branco e entregam a um boliviano do outro lado da fronteira.

Elas costumavam usar a rota da BR-364, conforme já denunciou o Acjornal em uma série de reportagens, no mês passado, sobre as estradas utilizadas pelos ladrões de carros para chegarem à Bolívia.

No caso das duas mulheres, na motocicleta roubada, elas saíram de Rio Branco pela Rodovia 317, e seguiram até o município de senador Guiomard para não passarem pelo posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal no quilômetros 7 da BR- 364.

De lá, pegaram um trecho de 16 quilômetros voltando para a BR-364, na altura da rotatória da estrada que vai para Boca do Acre (AM), evitando passarem pelo posto da Polícia Militar da BR-317.

Da rotatória, conhecida por quatro bocas, elas viraram para a direita e seguiram reto pela BR-364, até vila Campinas e depois a cidade de Acrelândia. Mais 40 quilômetros estariam em Plácido de Castro para cruzarem a fronteira tranquilamente.