Exonerado e marcado pelas facções, ex-homem forte do Iapen perde os 10 policiais armados que faziam sua segurança pessoal

O homem que tirou privilégios de líderes de facções dentro dos presídios acreanos e desafiou as ordens do judiciário, em alguns casos de situações administrativas nas unidades prisionais do Acre, ficará sem a proteção armada do Estado a partir desta quinta-feira (12) quando seu nome for publicado no diário oficial como demitido do cargo de diretor presidente do Instituto de Administração Penitenciaria do Acre.

Lucas Gomes Bolzone deve ocupar uma outra função de diretoria em algum setor do governo que não requer a proteção armada, 24 horas, que o exercício do cargo atual recomendava.

Atualmente ele tinha 10 policiais penais, armados com pistolas e um fuzil, à sua disposição para lhe acompanhar ao trabalho e a qualquer outro lugar, dia e noite.

Tanta proteção devia-se ao fato de ele e sua família sofrerem ameaças de morte constantes por líderes de facções criminosas incomodados com as regras impostas por ele nas cadeias estaduais.

Os 10 policias penais que cuidavam de sua segurança se dividiam em três equipes de plantão diariamente na casa do então diretor e presidente do IAPEN e na segurança pessoal dele em reuniões e até ao supermercado.

Pelos meios judiciais, Lucas só terá direito à proteção pessoal, daqui para frente, se conseguir convencer a justiça de que é um cidadão marcado pelo crime organizado para ser morto. Do contrário ficará desprotegido, à mercer da própria sorte.

“Ainda vou me reunir com o governador para tratar dessa situação da minha segurança e da minha família com ele”.disse.

Lucas Gomes Bolzone espera que o próximo diretor presidente do IAPEN seja sensível à sua situação de ameaças de morte e mantenha as guarnições de plantão à disposição dele e da família.