Exclusivo: policial penal que matou a mulher com tiro na cabeça é “guardado” no Hosmac de Saúde Mental: “abalo psicológico gritante”

O policial penal Quenisson Silva de Souza, que matou a mulher, Erlane Cristina de Matos, com um tiro na cabeça, na noite de quarta-feira, passou a noite num quartel militar. Mas a ordem judicial foi revista e ela está no Hosmac desde as primeiras horas desta sexta-feira (13). Um funcionário do Hospital de Saúde Mental confirmou ao acjornal, há pouco, que Quenisson divide o mesmo ambiente com internos que fazem tratamento ali.

“A ordem da juíza (Andréia Brito) é para não deixar ninguém de fora chegar perto dele”, disse o funcionário cujo nome não será revelado. Três policiais penais fazem a escolta de Quenisson. A medida deixou ainda mais revoltada a família de Cristina.

A primeira decisão, que saiu logo após a audiência de custódia, foi para levar o policial penal ao presídio. Mas, como ele trabalhava lá e havia o risco de retaliação por parte de líderes de facções, a magistrada foi convencida a transferí-lo para o Batalhão Ambiental, onde dormiu, na noite de quinta. Nesta sexta, outra reviravolta na decisão judicial beneficiou o suspeito, que não é doente mental.

O presidente da Associação do Policiais Penais, Betho Calixto, disse que Quenisson já apresentava sinais de desequilíbrio emocional durante a audiência de custódia. “A guarnição da PM, sabendo que ele não estava bem e havia tomado medicação pesada, no Presídio Antônio Amaro, comunicou ao Iapen, para que ele fosse atendido num ambiente mais apropriado, muito embora a enfermaria do presídio seja muito boa”, informou.

Colegas policiais penais tinham receio de que Quenisso acordasse alterado. E tiveram a idéia de levá-lo ao Hosmac, em função do transtorno grave. Ele chorava muito.

Não se sabe por quanto tempo o policial ficará no Hosmac. Amigos próximos de Quenisson dizem que ele jamais teve problemas mentais.