Somos comunicação, somos Itaan: a visão torpe de um militar e a reação descabida do comandante que não vê a caserna infestada de maconheiros

Nunca haverá trégua, de minha parte, para despautérios como o protagonizado por um militar flagrado em atitude vexatória ao abordar um usuário de drogas, em via pública, em Rio Branco. Coube a crítica feita pelo jornalista Itaan Arruda (TV Gazeta), repercutida numa jocosa e leviana reação do comandante da PM, para quem o escriba defenderia maconheiros. Pior comportamento de um coronel não haveria. Marcar em seus post´s descabidos o dono da emissora e um dos principais anunciantes da TV foi uma meninice sem igual, um recado direto para demitir o rapaz. Um recurso rasteiro, coisa de gente baixa, deselegante, despudorada.

Felizmente o tiro partiu de alguém pouco inteligente e nada influente. Não sabe ele que os tempos de perseguição e censura acabaram. Por que não buscou o Judiciário, usando para tal o aparato jurídico estatal, gratuito, uma vez que a contenda tem viés institucional? A opção por tentar execrar o jornalista pifou. E a artilharia das redes sociais se volta agora contra o coronel, que parece desconhecer a penca de subordinados seus dependentes químicos, alcóolatras, cocaineiros e maconheiros, um grupo que se reverza entre clínicas, sessões de terapia e análises infrutíferas, ultra perigoso para a sociedade por usarem armamento do estado muitas vezes para resolver vias de fato em mesa de bar e bocas de fumo.

Outra: fica o repúdio à incitação feita pelo autor do vídeo abaixo, alimentando a soberba do militar que sentencia o usuário de drogas ao desemprego eterno.  Deve-se respeitar apenas o jornalismo que se garante pela imparcialidade, não aquele que se submete a lamber botas de militar pedante.

Ao PM, cabe conduzir o suspeito à delegacia. Opinar sobre assunto que desconhece faz dele mais um vacilão exibido que acredita estar abafando por ter uma câmera ligada em sua direção.

O acjornal se solidariza ao colega atacado gratuita e covardemente, oferecendo-lhe  o espaço que por ventura não tenha afim de combater a odiosa e desprezível prática do corporativismo, na corporação ou fora dela.

Abaixo, o texto que tem sido compartilhado por muitos na Web, assinado pelo escriba Tião Vitor em defesa, acima de tudo, da honra e do direito de expressar-se. E mais abaixo o vídeo que deu orígem a toda confusão.

Policial militar diz, em abordagem que, se pegar um aluno usando maconha faz questão de levá-lo para a delegacia para fixá-lo como maconheiro para que, num futuro, não possa ser aprovado em um concurso público. Esse é um daqueles absurdos que não podem ser admitidos. Se o jovem, o adolescente usa maconha em uma fase de sua vida, não significa que continuará quando adulto.
A posição do policial, além de altamente carregada de preconceito e dissociada da realidade atual, mostra sua incapacidade de lidar com questões sociais comuns nas cidades brasileiras.
O policial justifica sua afirmação dizendo que não quer, em algum ponto futuro, conviver com uma autoridade “viciada”.
Como todo hipócrita, o agente policial faz questão de esconder que os índices de policiais acometido por vício em drogas, e não estou falando de maconha – é alarmante, forçando as corporações a criarem programas para ajudá-los a livrarem-se do vício. E olhem que esses não eram viciados quando entraram na PM. Afinal, como ele mesmo disse, há uma investigação social que detecta os usuários.
Há, ainda, os que abusam das drogas “lícitas”, alcoólatras que batem nas mulheres, arrumam confusão em bares, etc.
A postura desse policial não deve apenas ser recriminada, tem que ser punida para que não se torne prática comum na instituição, se já não for.

PS.: Esse policial esquece que tem ou pode vir a ter um filho, irmãos ou parentes que, por algum azar, venha cair nas mãos de um outro policial igual a ele e que, por isso, por mais brilhante, competente e honesto, nunca terá oportunidade no serviço público.

Por/ Tião Vitor
Bela concepção!!
Todos itaan arruda!!!!