Editorial: um canalha mentiroso a serviço do Judiciário acreano

Freud Antunes, jornalista, assessor de imprensa da Associação dos Magistrados do Acre, é o que se conhece nos porões da imprensa como contribuidor para uma categoria desmoralizada em função de sua mão-de-obra imprestável, de caráter duvidoso, de traços de personalidade infames que definem o que costumamos chamar de “pessoa ruim“.

O escriba produziu nota descabida e induziu o presidente da Asmac, Daniel Bonfim (outro que sequer teve o trabalho de interpretar o noticiado), a corroborar com isto, em que acusa o acjornal de publicar Fake News contra a juíza Andréia Brito, titular da Vara de Execuções Penais, a mesma que mandou prender o policial penal Quenisson Lima, acusado de matar a esposa com tiro na cabeça na noite da última quarta-feira.

As fatos:

Numa sequência de reportagens exclusivas, na noite desta sexta, o acjornal revelou que o policial deveria estar na FOC, o Presídio Francisco D ´Oliveira Conde, para onde a juíza o mandou após a audiência de custódia realizada na manhã de quinta. O jornal cobrou do Estado, através da Secretaria de Segurança, responsável pela custódia do preso, explicações para o fato de o acusado ter sido transferido pela PM ao presídio Antônio Amaro, ao Batalhão Ambiental e ao Hospital de Saúde Mental, onde se encontra até agora, contrariando a única ordem judicial que se tem notícia.

As transferências se deram por determinação da PM em menos de 24 horas, também ao bel prazer da direção do FOC, e o próprio Judiciário só soube disso por meio da matéria veiculada.

A diretora de Comunicação do TJ, Andréia Zillio, anunciou que a juíza iria se manifestar sobra a saída do preso sem amparo legal. A nota veio por meio da Asmac.

Na nota, o jornalista crápula, irresponsavelmente, cita o jornal como “causador de polêmica, que teria ignorado a necessidade de apuração sobre os fatos. E julga que a magistrada tenha sido “atacada” pela reportagem, o que não é verdade.

As matérias têm fontes (reveja AQUI e AQUI): um servidor do Hosmac, que confirma o confinamento de Quenisson numa ala, juntamente com doentes mentais internados, sob a custódia de três policiais. Ele afirmou haver ordem da juíza para manter o preso incomunicável; o próprio secretário de Segurança Pública, coronel Paulo Cézar, que admitiu ter sido consultado pelo FOC sobre vaga noutro quartel; e o presidente do Sindicato dos Policiais Penais, Betho Calixto, que confirma ter partido da PM a ordem de transferir o preso em consequência de um suposto estado emocional altamente grave. Ora, em que momento a magistrada foi ofendida?

Puxa saco de pior marca, o jornalista induziu o presidente da Asmac a crer noutras invencionices. Diz repudiar qualquer afronta à magistratura, na tentativa de constranger e intimidar os juízes e juízas” – ampliando o fato a outros membros do TJ e imputando a este jornal mais uma acusação leviana.

O acjornal lamenta que a diretora de Comunicação, Andreia Zillio, superior do jornalista em questão, tenha compactuado com tamanha excrescência.

Nós não vamos aceitar ataques gratuitos, mesmo que sejam resultado do descuido, da incapacidade de se interpretar texto e representar dignamente a instituição à qual assessora.

Repudiamos, ainda, a postura passiva do presidente da Asmac ao se  deixar convencer por uma assessoria decadente, que mais atrapalha do que ajuda.

A verdadeira cobrança foi feita ao Estado, portanto. E ainda aguardamos as prometidas explicações do diretor da FOC que justifiquem o descumprimento da ordem de prisão exarada pela juíza Andréia Brito.