PM transfere 3 vezes em 24 horas, sem ordem judicial, o policial penal que matou esposa; juíza promete falar ainda nesta 6ª

Só existe uma ordem judicial sobre a prisão preventiva do policial penal Quenisson Lima, que matou a esposa, Erlandes Matos, na noite da última quarta-feira. A determinação da juíza Andréia Brito era para recolher o acusado ao Presídio Francisco D ´Oliveira Conde (FOC), e saiu tão logo terminou a audiência de custódia, na quarta pela manhã. Acontece que Quenisson passou pelo Batalhão Ambiental, pelo Presídio Antônio Amaro e está sob custódia, agora, no Hospital de Saúde Mental (Hosmac).

A assessoria do Tribunal de Justiça informou há pouco que não há contra ordem sobre o caso e a magistrada se sentiu incomodada com a informação, dada pelo acjornal, de que o policial penal não esta cumprindo pena onde foi determinado.

O policial foi transferido três vezes para locais diferentes.

O Hosmac confirmou que Quenisson está num ambiente com doentes mentais, sob custódia de três policiais desde o início da manhã desta sexta-feira. O presidente da Associação dos Policiais Penais, Betho Calixto, disse que o policial estava extremamente abalado e necessitava de atendimento médico. Mas não sabe informar como se deu a saída dele da FOC.

Em seguida, o sindicato confirma que a Polícia Militar tomou a decisão de retirar o preso da unidade penitenciária, sem que houvesse ordem judicial.

O secretário de Segurança, coronel Paulo Cézar, admitiu ter sido consultado pela diretor geral da FOC sobre se havia uma vaga no Batalhão Ambiental. Ele respondeu que esta informação mais precisa devia ser dada pelo comandante da PM.

Nesta noite, o secretário informou que o diretor da FOC faria contato com a reportagem para explicar a situação, o que não aconteceu até o fechamento da reportagem.

A juíza Andréia Brito iria se manifestar por nota ainda nesta noite, segundo informou a Diretoria de Comunicação do TJ.