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sexta-feira, outubro 23, 2020

Blog do Assem: o que têm em comum Sérgio, Socorro, Ney e Cameli? O bastidor de uma aliança provável

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Embora negue, o núcleo político do governo estaria articulando uma coligação do PP com o partido da Prefeita de Rio Branco, Socorro Neri. A possível aliança, avaliam, é para vencer no primeiro turno.

As conversas nos bastidores do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e do Partido Progressista caminham para a atual prefeita ser a candidata e o ex­­­- deputado estadual Ney Amorim ser o vice.

A composição de chapa com o PSB torna a atual prefeita um nome difícil de ser derrotado no processo de reeleição e afastaria o risco de Minoru Kimpara, do partido do atual vice- governador, criar asas nesta campanha.

Em Rocha de colisão

No instante em que Major Rocha anunciou a consolidação de uma aliança com o MDB para derrotar o candidato do partido do governador em sua terra natal, Cruzeiro do Sul, o vice atirou pedra em casa de abelha italiana.

O núcleo político do governo logo percebeu que se Rocha tiver sob seu domínio a prefeitura do Município de Cruzeiro do Sul, segundo maior colégio eleitoral do estado, e se ainda conseguir ganhar a de Rio Branco, ele se tornaria invencível nas eleições para governo, e, conseqüentemente, tomaria o poder de Gladson Cameli.

O “avanço” do vice- em suas ambições de se tornar o chefe maior do estado daqui 2 anos, foi buscar formar uma chapa competitiva para a disputar da prefeitura da capital acreana, que concentra o maior numero de eleitores de todo o estado.

Petecão aposentado?

O Senador Sergio Petecão, outra grande liderança política da atualidade, foi o primeiro a perceber que havia algo estranho contra a governança. Tratou logo de sair do meio do eventual conflito, anunciando que seu partido (PSD) não terá candidato a prefeito de Rio Branco e nem vai apoiar ninguém no primeiro turno.

A neutralidade do senador, a se confirmar, seria só no primeiro turno. No eventual segundo turno ele entraria na campanha de qualquer um dos candidatos da situação. Em troca de sua neutralidade, Petecão já teria conseguido indicar sua própria esposa, ex-deputada federal Mafisa Galvão, vice de Gladson Cameli para um segundo mandato em 2022.

Enquanto isso, ele permaneceria como senador ate concluir o segundo mandato, com uma aposentadoria integral bem gorda. É o jeito mais confiável de transferir seu capital político, justamente para Mafisa, que, como vice governadora, se tornaria  candidata natural para substituir Gladson Cameli após o termino do segundo mandato dele.

Socorro deputada

Uma fonte de dentro do palácio rio branco garantiu ao Acjornal que o acordo com o Partido Progressista estabelece que, ao ser reeleita, Socorro Nery exerceria o mandato até 2020, quando disputaria uma das 8 vagas de deputado federal.

O PP usaria a força do governo do estado para elegê-ela e ficar com o restante do mandato de prefeito da capital acreana. Ney Amorim assumiria a prefeitura e se tornaria o principal cabo eleitoral para garantir a reeleição de Gladson Cameli. Ney seria o candidato oficial do PP à reeleição de prefeito.

As maiores potencias de votos no Acre estariam nas mãos de um único grupo político, liderado por um Cameli imbatível pelos próximos 12 anos.

Bocalon

Juntos com Ney Amorim, se filiaram também ao partido progressista o suplente de deputado federal, ex prefeito do município de Acrelândia e atual diretor presidente da empresa de extensão rural do Acre ( EMATER) Tião Bocalon.

No pensamento dos articuladores políticos do palácio rio banco ele será a segunda opção para composição de uma chapa puro “sangue” dentro do PP com Ney Amorym.
Isso se, em ultima das hipóteses, a atual prefeita de Rio Branco, socorro Nery (PSB) não aceitar coligar com o partido do governador.

Apesar da forte densidade eleitoral que Bocalon possui dentro de Rio Branco, onde já chegou a ir para segundo turno na disputa com o petista Marcus Alexandre, seu nome seria preservado, nesse primeiro momento, pelos cardeais do palácio rio branco.

“Tião Bocalon tem toda chance de ganhar essa prefeitura, com ajuda do governo, mas ele é o primeiro suplente de deputado federal e a qualquer momento pode assumiu a vaga do pastor Manuel Marcos (PRB), cuja cassação por crime eleitoral parece inevitável.

E Moisés Diniz?

ambém filiado ao PP de ultima hora o ex- comunista Moises Diniz, que durante mais de 20 anos integrou o grupo que defendia a dinastia política dos irmãos Viana no Acre, sonha ser o candidato do partido do governador no município de Tarauacá, sua terra natal;
Ele é ex- deputado estadual e ultimamente exercia o cargo de secretario de Educação de Rio Branco.

Em sua carta de renúncia, ele deu mais um sinal de que a prefeita Socorro Nery e o governador Gladson Cameli estão alinhados politicamente para as eleições futuras.
“Minha decisão de sair foi tomada em comum acordo de entendimento com a prefeita Socorro Nery, a quem tenho muito respeito e admiração”.

César

Não esqueci do César Messias. Ele é o presidente do diretório Estadual do PSB, tem sido conselheiro político da prefeita e goza de muito respaldo junto aos nomes que se filiaram de ultima hora ao PP.
Sem falar que Cesar Messias foi o parente de Gladson Cameli que mais teria se irritou com o comportamento do vice governador major Rocha de se aliar com quem um dia chamou de corrupto

Fecho com a frase emblemática que roda o Acre:

“Ninguém coloca faca no pescoço de um Cameli sem levar o troco”.




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