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segunda-feira, outubro 26, 2020

Em desabafo, coronel revela pressão por pagamentos indevidos na Sesacre: “consciência limpa”

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Intrigado – e irritado – com citações negativas em torno de seu nome, pela imprensa local, o ex-diretor da Sesacre, coronel Jorge Fernando Resende, reafirmou que passava 24 horas ao dia, sete dias na semana, procurando soluções para melhorar o sistema de saúde no Acre. Ele pede que a mídia que o ataca busque saber os reais motivos de sua demissão, e revela: Recebi pessoas me cobrando serviços que sequer haviam sido empenhados. Para alguém que entenda o mínimo de administração, sabe que é impossível pagar alguém sem o empenho e a Nota Fiscal devidamente atestada que o serviço foi feito”. Leia a baixo a íntegra de uma postagem do militar em sua rede social:

Bom dia. Por favor, façam um trabalho jornalístico sério e descubram os reais motivos de eu não ter continuado meu trabalho. Posso afirmar que realmente não agradei, mas não agradei aos interesses Jamais deixei de agradar àqueles que faziam corretamente seus serviços/ trabalhos, ou a minha consciência. Passava 24 horas por dia, sete dias por semana, procurando soluções, recebendo quem quer que fosse em minha sala. Mas esbarrei, volto a dizer, em interesses que foram de encontro aos meus princípios. Só um pequeno exemplo. Recebi pessoas me cobrando serviços que sequer haviam sido empenhados. Para alguém que entenda o mínimo de administração, sabe que é impossível pagar alguém sem o empenho e a Nota Fiscal devidamente atestada que o serviço foi feito. E aí descobri o verdadeiro sentido da frase: ” O Acre tem muros baixos””. Pois estas mesmas pessoas acessavam o Governador, cobrando dele algo que era de minha responsabilidade resolver, mas que de acordo com a lei era impossível ser resolvido. Ora, isto não é problema de um Chefe de Estado. Mas como impedir estas pessoas de irem ao ente máximo? Aí realmente ficava complicado. E aí o que importava era a minha consciência. Ela sempre foi o farol que permitia que repousasse a cabeça no travesseiro com a alma limpa Até no episódio da greve, quando fui lá pedir calma, que não invadissem o prédio, acabei sendo covardemente agredido pelas costas e também por um membro do poder legislativo do Estado. Não encostei a mão em ninguém, fui chamado de vagabundo, e respondi, chamando também de vagabundo os que me agrediram e os que me insultaram. Isto se chama ” Direito de Retorsão Imediata”, juridicamente falando. Tenho de minha posse um exame de corpo delito comprovando a agressão. Já a agressão verbal, tenho o vídeo mostrando claramente que fui chamado de “Coronel Vagabundo”. Aí fui vítima de “Fake News” no qual disseminaram que eu havia “ofendido os servidores da saúde”. Um absurdo isto. Lógico que não dirigi minha fala aos servidores. Tão absurdo como as diversas vezes que encontrei excelentes soluções administrativas para o Estado, e mais uma vez por interesses, não as consegui por em prática. Só para finalizar, no momento de minha exoneração, saiu inicialmente que havia sido ” a meu pedido”. Fui até a Casa Civil e solicitei a mudança. No dia seguinte corrigiram. Não pedi. Fui mandado embora. E parafraseando o Ministro Mandeta, “médico não abandona paciente não”. Jamais pediria para ir embora. Acredito em minha capacidade administrativa, e sei que conseguiria ajudar a população Acreana, que era a grande motivação para o meu trabalho. Tenho por filosofia nunca olhar para cima, esquecendo quem está abaixo. Sempre busquei o contrário. Olhar para baixo com justiça, mesmo que isto custasse indignação de meus chefes. E quando recebia, como recebi várias, mensagens de agradecimento por ter ajudado alguém, isto para mim era o mais importante. Saber que meu trabalho estava tendo resultado. Recebi um agradecimento especial do SAMU um dia por termos conseguido, eu e eles, trabalho conjunto, ter toda a frota deles nas ruas, sem nenhuma ambulância em oficinas. Trabalhei com ardor, com dedicação. Portanto, fiz questão de aqui deixar meu longo registro, frente a uma reportagem que diz que não agradei. Pois minha consciência tem a tranquilidade que posso até não ter agradado alguém, mas jamais deixei de trilhar o caminho que precisava ser seguido, por ser o correto.




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