Exclusivo: com uma prestação de contas em 12 anos, Pró Saúde pode ter movimentado R$ 1 bi. Veja os gestores condenados

A condenação dos gestores do Pró Saúde em 2010

Desde que foi criado, em 2008, o Pró-Saúde, paraestatal que deveria auxiliar o SUS no Acre, apresentou apenas uma prestação de contas. Foi em 2010. As demais? Ninguém sabe, ninguém viu. E os órgãos fiscalizadores, dentre eles o TCE, o MPE e a própria Sesacre, simplesmente cruzaram os braços.

Na única prestação apresentada o Tribunal de Contas do Estado concluiu que R$ 71.1 milhões (dinheiro do contribuinte) foram torrados  sem empenho, sem licitação, sem concurso público. Sabe o que aconteceu com os gestores do Pró Saúde naquela época? NADA. Suspeita-se que, em 12 anos, tenham movimentado perto de R$ 1 bilhão.

No exercício de 2010, 92% das despesas foram com pessoal, dinheiro que saiu dos cofres do estado – porém nenhum centavo foi computado como despesas públicas. A análise feita pelo Controle Externo do TCE confirma as afirmações do Ministério Público do Trabalho, para o qual o Pró Saúde foi criado para abrigar cabos eleitorais nas gestões do PT. Tanto que recomendou a demissão dos servidores, empregados pelo critério político-partidário.

O acjornal tem cópia do parecer do conselheiro Antônio Malheiros, no qual os então gestores do Pró Saúde (Marivan Nobre, Oswaldo Leal e |Sérgio Roberto) são condenados, e citados por cobrar taxa de administração (R$ 2.5 milhões) do Estado, sendo que este serviço nunca teve previsão legal. Para onde foi esse dinheiro? SABE DEUS !

Meio milhão pagos a uma empresa para gerir folha de pagamento também não são justificados, sugerindo que a tal taxa de administração foi uma invenção a mais para desviar recursos públicos.

No Pró Saúde é assim: aquele de deveria fiscalizar é prestador de serviços. Ou seja, contratante e contratado são a mesma pessoa, visto que o secretário de Saúde também é superintendente do Pró Saúde. A íntegra do relatório está no link abaixo, com todos os desmandos.

pro saude prestação de contas 2010 (2)

Os milhões desviados não foram devolvidos.

Imagine o tamanho do rombo gerado pelos outros 11 anos cujas prestações de contas sequer foram apresentadas