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quarta-feira, junho 16, 2021

Na semana em que bailes funks voltaram, favelas registram mais de cem mortes por Covid-19

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Na mesma semana em que os bailes funks voltaram a acontecer em algumas comunidades do Rio, as favelas cariocas registraram 118 mortes por Covid-19, de acordo com um levantamento feito pelo Voz das Comunidades. Dados do portal atualizados diariamente apontam um aumento de 254 óbitos, em 30 de maio, para 372 no último domingo, e um total de 1.594 casos confirmados. Enquanto isso, postagens nas redes sociais feitas neste fim de semana mostravam que os bailes retornaram com força total em locais como Chapadão e Vila Aliança, apesar da proibição de eventos que causem aglomeração.

— A gente percebeu uma paralisação dos bailes nos últimos dois meses e meio de pandemia. Não sei exatamente quais voltaram, em quais localidades, mas vi alguns comentários no Twitter de pessoas dizendo que em algumas regiões da cidade voltou. Isso nos preocupa bastante porque o vírus, infelizmente continua circulando e ainda mais em lugar com grande aglomeração e pessoas sem máscara — pondera René Silva, idealizador do Voz das Comunidades.

Outra preocupação de René é com o afrouxamento nas medidas de isolamento por parte dos governos municipal e estadual. Isso, na opinião dele, pode passar para as pessoas uma falsa impressão de que a cidade estaria voltando à normalidade.

— Infelizmente a gente tem visto os números aumentando a cada dia, tantos de casos confirmados como de óbitos e a nossa grande preocupação é com as flexibilizações que começam a ser divulgadas. E muita gente entendeu que já pode abrir tudo e que podia tudo voltar ao normal. É uma preocupação muito grande, porque a gente tem tentado de toda forma comunicar às pessoas que o vírus ainda está circulando, que é perigoso principalmente para quem estava de quarentena sem contato nenhum com a rua. A gente tem tentado fazer uma comunicação efetiva e direta com os moradores e isso nos preocupa muito poque o número de óbitos tem crescido bastante em várias favelas e a cada dia estão subindo mais rápido. E a gente sabe que o número é bem maior do que esse, pois divulgamos os casos confirmados e que temos acesso através das clínicas das famílias — diz, alertando para as subnotificações.

Fonte: Extra




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