Covid: AC tem alerta vermelho na capital e evolução constante no interior; decreto não será flexibilizado

Imagine um painel com diversas cores determinantes para a situação do coronavírus no Acre. Hoje, certamente, o modo “vermelho” estaria ativado. Os sinais de alerta foram antecipados pelas autoridades sanitárias. E o Governo do Estado não vai flexibilizar as medidas de contenção à Covid. Sem chance para a volta ás aulas e atividades não essenciais. Até chegarmos na luz laranja (estado moderado da doença), levará algum tempo, e dependerá muito do comportamento de cada pessoa – inclusive de uma minoria que insiste em perambular sem máscaras e não faz uso do álcool gel.

Nesta segunda-feira 22), quando o último decreto deixa de vigorar, Gladson Cameli fará um pronunciamento. Vai refazer o incansável apelo por cuidados pessoais e chamar a atenção daqueles que insistem em dar sopa para o azar.

“Ainda há risco de transmissão alta, que levará muita gente a necessitar de tratamento intensivo, e nós não temos essa capacidade, nem no Acre nem no resto do mundo. Nossa taxa de ocupação está em 93%. Observem bem. A convivência com o vírus não é responsabilidade apenas do estado. É de todos. O interior não chegou no pico total da doença, ao contrário da capital. Compreendam a gravidade da situação”, apelou o secretário Alisson Bestene (Saúde). Já são 11 mil os infectados, com 297 mortes, de acordo com boletim da Sesacre deste sábado.

Os números crescentes de mortes e de novas infecções bastam para não flexibilizar as regras, reeditar o decreto e atender os pedidos e comerciantes e empresários. O colapso da Saúde, idem. O governador falará da transmissão cruzada, em que, sendo bem claro, indica que quem está ao seu lado é um transmissor em potencial do vírus. É como se o ar carregasse a Covid e transformasse em hospedeiro o primeiro que estiver em sua frente.

Neste domingo, Cameli fará a última inspeção no Hospital de Campanha de Cruzeiro do Sul. Em seguida, a obra, levantada em 30 dias, ficará pronta para a inauguração, prevista para 29 deste mês.

O comportamento das estatísticas é o que determinará as próximas decisões do governador. “Eu não serei irresponsável”, tem dito ele.

É possível que a flexibilização ocorra por regiões – bairros, no caso da capital, e municípios. Porém, isso vai depender da redução de casos em cada localidade. O governo monitora perfis de infectados e endereços onde moram os pacientes vivos, e onde moraram os que infelizmente faleceram. E também estuda quais atividades comerciais poderão voltar a funcionar, se voltarem, com a edição de um novo decreto, ainda sem data certa para ser publicado.

 

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