Rocha impôs tirar o “amigo” Zamora da disputa; Bivar prometeu carta branca para Pedro Valério decidir

O Major Rocha sugeriu que o presidente do PSL no Acre, Pedro Valério, retirasse a pré-candidatura do pecuarista Fernando Zamora à Prefeitura de Rio Branco. O dirigente confirmou a conversa com Rocha, durante entrevista numa rede social, na tarde desta sexta-feira (26).

O presidente nacional, deputado federal Luciano Bivar, foi quem recomendou a reunião entre Valério e Rocha, após o vice-governador ter buscado abrigo na legenda. Bivar deu carta branca para que a direção do partido no Acre dê a palavra final. “Vá ouví-lo, mas a decisão é sua”, disse Bivar a Pedro Valério. O acjornal ligou para Bivar, há pouco. Um assessor disse que o empresário está isolado e descansando numa propriedade sua em Recife (PE). São quase 2 mil filiados nos 22 municípios.

Nesta quinta-feira, 48 pré-candidatos na capital e outros 250 dirigentes do interior assinaram um documento em que rejeitam Major Rocha no partido. Esse documento foi encaminhado à direção Nacional do PSL, nos escritórios de São Paulo e Brasília.

“O vice-governador argumentou que Zamora não subiu nas pesquisas e, portanto, seria mais prudente que não disputasse a eleição. Eu, de pronto, falei que não poderia fazer isso, afinal o Zamora deveria ser consultado e ele passou 45 dias em São Paulo lutando pela vida (infectado pela Covid) e ainda está em recuperação. O Major insistiu que queria ser filiado no dia seguinte, e me disse que era amigo do nosso candidato, e que ele entenderia. Ora, eu estranhei, questionando que tipo de amizade é essa. Isso não se faz coim amigo”.

“É um direito dele forçar a entrada no PSL. Mas ele execra o partido, dizendo que é um partido nanico, que não vai eleger ninguém. Então, de onde nasceu essa paixão súbita pelo PSL? Nós estamos há 30 meses fazendo live com microfone amarrado no cabo de vassoura, por falta de recursos. Aqui nós estamos livres da prostituição política. Temos pessoas valorosas que estão prontas para apresentar bons projetos para o Acre, mas alianças decentes se constrói com diálogo. Não é de cima para baixo, de uma hora pra outra, causando todo esse tumulto que nós estamos vivenciando agora”, disse Valério. “Ele disse que vem pra cá pra limpar o PSL. Nossa! Se existe um partido limpo é o nosso. Essa sanha para tomar o partido de assalto esconde planos terríveis para o Acre e os acreanos”.

“Cabe agora ao nosso presidente nacional acolher a nossa posição (não permitir que o PSL seja um puxadinho do PSDB) ou acatar a decisão da legenda no Acre, de extrema rejeição ao vice-governador. Quem quer ver o partido crescer não se submete às práticas antigas, dos políticos carreiristas, para expandir seus feudos familiares. Nós não aceitamos o Rocha no PSL, tanto que 100% dos nossos pré-candidatos e dirigentes já assinaram um termo de rejeição a ele.  Creio que o Major vai se submeter a um vexame sem precedentes”, declarou.

Uma desfiliação em massa é plenamente possível, disse Valério, caso Rocha seja declarado presidente da legenda no Acre. “Eu não irei incentivar esta situação. Os nossos filiados têm liberdade para decidir sobre seu futuro. Sinceramente, eu não gostaria de ver o PSL exposto a essa situação. Somos um partido de direita que prioriza a vida em primeiro lugar”.

 

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