Corrupção eleitoral: PF faz buscas na sede do PSOL na capital e conduz presidente do partido, ex-conselheiro da Frente Popular

Policiais federais apreenderam celulares e documentos na sede do PSOL em Rio Branco, na manhã desta terça-feira. O presidente municipal da legenda foi localizado em sua casa, no Loteamento Palmeiras. Franck Batista, ex PCdoB e ex-assessor da Prefeitura de Rio Branco nas gestões  Raimundo Angelim e Marcus Alexandre, será submetido a medidas cautelares ordenadas pela Justiça Federal. Também foi membro do Conselho Político da Frente Popular.

A assessoria da PF informou mais cedo que a “Operação Citricultor” investiga possível prática de crimes eleitorais, entre eles associação criminosa, apropriação indébita, desvio de recursos eleitorais, fraude na prestação de contas (caixa dois eleitoral) e lavagem de dinheiro, além de coação no curso do processo.

68 policiais cumpriram 16 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de medidas cautelares diversas da prisão, em Rio Branco e Rodrigues Alves. Teste munhas foram levadas para oitivas na sede da PF.

Abaixo, a nota da PF:

De acordo com as investigações, membros do diretório estadual de um partido político teriam ocultado, disfarçado e omitido movimentações de recursos financeiros oriundos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), especialmente os destinados às candidaturas de mulheres. Durante o curso das investigações, teriam, ainda, coagido testemunhas, usando de violência e grave ameaça.

Conforme determinação do TSE, 30% dos valores do Fundo Eleitoral devem ser empregados na campanha de candidatas do sexo feminino. Entretanto, há indícios de que os valores foram aplicados de forma fictícia, apropriados indevidamente e desviados para outras finalidades.

Uma possível candidata laranja teria recebido mais de R$120.000,00 do Fundo Eleitoral, mas recebeu apenas 358 votos. Outras candidatas teriam recebido mais de R$ 13.000,00, tendo obtido aproximadamente 20 votos cada uma.

Em alguns casos, verificou-se que uma das candidatas fez campanha eleitoral para outros candidatos e até para “adversários” de outra coligação, bem como que familiares e cabos eleitorais contratados fizeram propaganda para outros concorrentes.

Observou-se, ainda, o pagamento de locação de vários veículos, mas as despesas com combustíveis registradas nas prestações de contas indicam que os aluguéis foram fictícios, tendo em vista a incompatibilidade da quantidade e do tipo de combustível dos veículos alugados com aqueles efetivamente adquiridos.

O nome da operação faz referência ao “profissional” que produz frutas cítricas, característica da expressão “candidaturas-laranja”, que se popularizou para denominar as candidaturas fictícias utilizadas somente para desviar as verbas do fundo partidário.

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