Lanna Vaz diz que PDT tenta atingir seu pai, diretor da Funtac, e nega envolvimento em esquema de propina no Deracre

A ex-diretora de Administração do Deracre, Lanna Vaz,exonerada nesta terça-feira, negou que tenha se beneficiado com pagamento de propinas. A denúncia foi feita por um servidor, em forma de dossiê, à direção geral do Departamento de Estradas e Rodagens, e cita a ocorrência de depósitos, em dinheiro, na conta bancária dela, feitos por um fornecedor.

Em entrevista ao acjornal, no final da tarde, Lanna disse que “a Lei do Retorno vai prevalecer”, referindo-se a uma ação judicial que está movendo contra pessoas que teriam interesse em prejudicá-la. Ela vê uma ação rasteira do PDT, partido que detém a cota de indicações da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), onde seu pai, o ex-vereador Raimundo Vaz, é diretor. “O foco é meu pai, e sobrou pra mim, o lado mais fraco da corda”, afirmou. Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

acjornal – O que há por trás de tudo isso?

Lanna Vaz – A minha família é de base política. A nomeação do meu pai na Funtac causou muito desconforto dentro do PDT. Meu pai não é filiado nesse partido, e foi escolha pessoal do governador. Por isso teve início o jogo de interesse, uma vez que meu pai tem a capacidade técnica de ser presidente da Funtac um dia. Isto é política. Foi uma questão política. Nós estamos tomando as providências cabíveis para esclarecer essa situação toda. Denegrir a imagem de uma pessoa por interesses políticos não é u. Eles vão ter que provar. Eu espero que quem causou tudo isso esteja muito segura. A lei do retorno vai vir, pode ter certeza.

acjornal – Você tem como provar que recebei esses valores honestamente?

Lanna Vaz – Sim, claro que tenho. Aquilo não comprova nenhuma irregularidade. Não está claro que um fornecedor mandou aquele dinheiro pra mim. Eu sou arquiteta e tenho meus clientes. Eu estou com meus advogados buscando tudo que for necessário para provar minha inocência.

acjornal – Você teve algum contato com fornecedores fora de sua rotina normal de trabalho?

Lanna Vaz – Nunca. Jamais. Provarei isso

Acjornal – Quem é o servidor que te denunciou? O que ele ganharia com isso?

Lanna Vaz – Tenho suspeitas, sim. A intenção é o meu cargo. O interesse é assumir as funções que eu ocupava. Ninguém atira pedra em árvore que não dá fruto.

acjornal – Pediram a tua cabeça, então?

Lanna Vaz – Exatamente. Foi decisão do governo. Mas não tem nada a ver com irregularidade de minha parte. Foi por motivação política, em decorrência de brigas internas, partidárias.

acjornal – Quem quer o teu cargo?

Lanna Vaz – É melhor perguntar quem não quer…

acjornal – O que você está pedindo na justiça?

Lanna Vaz – Eu só quero poder provar minha inocência. Que as pessoas que estão me julgando e me condenando possam ser punidas.

acjornal – O que seu pai pensa sobre tudo isso?

Lanna Vaz – Ele percebeu o quanto uma indicação política pode

 

 

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