Governo Gladson começa neste ano último estudo para construção da estrada ligando Acre ao Peru

O Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC) é quem vai realizar o estudo de impacto ambiente para a construção da estrada que vai ligar Cruzeiro do Sul à cidade peruana de Pucalpa.

A autorização para o estudo foi dada pelo IBAMA e resta apenas a conclusão dos trâmites burocráticos em Brasília para o IMAC iniciar os trabalhos de campo.

O diretor presidente do órgão, André Hassen, acredita que o serviço deve ter início ainda este ano, aproveitando o período de estiagem na Amazônia.

“Nós conseguimos comprovar que temos uma equipe capacitada para a realização desse estudo e vamos estar em parceria junto com o IBAMA e ICMBIO realizando esse trabalho. Estamos aguardando a liberação documental da comissão do Governo Federal para iniciamos o estudo de impacto ambiental a partir da cidade de Cruzeiro do Sul, passando por Rodrigues Alves até Pucalpa no Peru”, disse.

O estudo de impacto ambiental é o último passo na burocracia legal para a autorização de abertura da estrada.

O trajeto desenhado pelo governo Acreano corresponde a um trecho de 133 quilômetros de floresta densa a ser aberto pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (DERACRE).

Desse total, 22 quilômetros vão passar por dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor, onde existem leis específicas para a proteção da fauna, flora e geografia local.

Mas o diretor presidente do IMAC garante que o projeto conseguiu reduzir ao máximo os riscos de impacto ambiental na região.

“Estamos tendo todo o cuidado com a questão ambiental e garanto que os danos serão mínimos”, afirmou.

As trezentas famílias de extrativistas e pequenos produtores rurais que moram dentro do parque serão convocadas a serem aliados do poder público na fiscalização ambiental da região pós abertura da estrada.

A obra é um projeto do Governo Gladson Cameli para ampliar as relações internacionais do Brasil com o Peru pelo sudoeste amazônico e incentivar o desenvolvimento econômico, cultural e social do Vale do Juruá, considerada a região mais distante do Estado do Acre.

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