Jessica Alves, ex Ken Humano, reaparece em programa de TV: “Fazia a transição ou morria”

Jessica Alves, anteriormente conhecida como o personagem midiático de Ken Humano, passou pelo processo de transição de gênero, e reapareceu no programa britânico This Morning, nesta segunda-feira (13) para falar sobre esse novo momento na sua vida.

Diretamente da sua casa no leste de Londres, a brasileira contou aos apresentadores Eamonn Holmes e Ruth Langsford que, agora, gostaria de ser chama de Barbie, e não de Ken. “Eu era muito infeliz. Fazia a transição de gênero ou morria. Era uma ou a outra coisa. Ao longo dos anos, interpretei um personagem masculino porque nasci naquele corpo”, afirmou.

“Ainda preciso realizar mais duas ou três cirurgias para concluir a transição e, em seguida, juro que terminarei as plásticas. Minha prioridade é a transição. Eu quero ter um bebê também”.

Segundo os apresentadores, as cirurgias que Jessica realizou custaram mais de R$ 350 mil e, muitas, foram feitas durante um período em que ela passou no Brasil.

Sobre a trajetória de Jessica Alves

Em entrevista passada ao Daily Mail, Jessica contou que saiu pela primeira vez de sua cidade natal há 17 anos para freqüentar uma universidade britânica, mas ainda carregava consigo o peso do bullying na infância e inseguranças em relação ao corpo, fazendo com que ele investisse em inúmeras cirurgias plásticas. Ele explicou: “Eu costumava sofrer muito bullying no Brasil porque nunca me encaixava no estereótipo de beleza brasileiro”, contou.

Jessica é conhecida em todo o mundo por seu amor por procedimentos estéticos e por ser uma personalidade de televisão internacional. No entanto, ela fez uma viagem emocionante ao passado quando retornou ao Brasil enquanto filmava um novo documentário que explora a extrema cultura da cirurgia plástica recente.

Falando sobre o conceito de identidade de gênero, Jessica disse nessa mesma entrevista: “O gênero físico das pessoas define como a sociedade espera se vestir e se comportar, assim como seus interesses. Quando eu era menino, meu avô, que já faleceu, me comprava bonecas Barbie e eu adorava usar calcinhas e vestidos de vovó. As pessoas não deveriam ser forçadas a se identificar como um gênero em particular”.

 

 

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