Falsa farmacêutica presa foi nomeada para a administração. Lúcio Brasil pede que delegado chame RH para se explicar

O secretário Alysson Bestene (Saúde) disse há pouco que a Fundação Hospitalar deve abrir procedimento interno para identificar como a falsa farmacêutica Poliana Moreira de Araújo chegou a essa função.

A moça foi presa nesta quarta-feira por exercício ilegal da profissão.

“A Fundhacre é autarquia autônoma. Normalmente, o servidor, ao ser nomeado, deve apresentar documentos provando ter aptidão para o cargo. A Secretaria de Saúde não tem prerrogativa sobre essa questão”, disse o secretário.

Poliana foi nomeada na gestão do então diretor superintendente Lúcio Brasil, que esteve no início da tarde numa delegacia prestando esclarecimentos. Por telefone, Lúcio Brasil disse à reportagem do acjornal que a CEC 3 dada á servidora é exclusiva para servidores administrativos, e que o RH da Fundhacre é quem deve explicar a nomeação de Poliana para a graduação de farmacêutica.

Na folha de pagamento do estado, a moça aparece com salário de pouco mais de R$ 3 mil, incompatível com o piso de um farmacêutico.

Ela foi alçada a um cargo maior com remuneração menor.

“Não sei quem indicou. Todo dia chega indicação de políticos. Não lembro. Eu garanto que não fiz nada errado. Mesmo como diretor, não é possível ter domínio sobre os mais de 3 mil funcionários do hospital”, disse.

Poliana era comissionada da Funtac até abril de 2018, quando exonerada.

 

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