Se Jorge Viana tem todo prestígio pregado pelos correligionários, por qual motivo vai marcar posição com Daniel Zen?

O ex-senador Jorge Viana de fato ainda é o nome de maior expressão do Partido dos Trabalhadores no Acre, mas o ego político de quem um dia elegia até um poste parece não ter entendido que isso ficou no passado e sequer assimilou o recado recebido das urnas em 2018.
Jorge aparece em constantes rodas de almoço e café da manhã, sempre com seu núcleo mais próximo: Angelim, Marcus Alexandre e até o ex-governador Binho Marques. Estes sempre se mostrando como alto clero da opinião política e criticando aquilo que não foram capazes de fazer em 20 anos no poder.
O PT que antes tinha congestionamento de candidaturas, hoje sofre para montar uma chapa de vereadores competitiva. A sigla perdeu dois dos três vereadores que tinha na Câmara Municipal de Rio Branco e corre para montar uma composição que lhes garanta manutenção da cadeira.
Na disputa Majoritária, aquele que antes juntava uma aliança de até dez partidos, hoje não conta nem mesmo com seus mais leais aliados; PCdoB e PSB.
A prefeita Socorro Neri despetetizou de vez a gestão e deu uma cara nova ao mandato, inclusive pode fazer dobradinha com governador Gladson Cameli que já manifestou o interesse em apoiar sua reeleição.
Depois de 20 anos de poder o Partido do Trabalhadores entra em uma eleição na capital do estado sem favoritismo e, certamente, lança o deputado estadual Danile Zen apenas para marcar posição.

Jorge Viana não é besta. Sabe que o sentimento anti-PT ainda é gritante no Acre e caso viesse para disputar a prefeitura e saindo derrotado, enterra de vez suas pretensões de 2022.

Ele quer a cadeira de senador de volta.

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