Blog do Assem: que raios é IMA, Instituto de Mulheres da Amazônia? Um jogo de poker?

Seria uma dessas ONG´s oportunistas?

Uma entidade pasteira, que surfa na onda do dinheiro público?

Quem comanda?

Quem dela faz parte?

Que raios de instituto é esse que ninguém ouviu falar…..que não aparece nas pesquisas junto ao Google…..que só existe num canto de página, num perfil porcamente criado no Facebook?

Qual o seu alcance e importância. Seu legado? Suas conquistas?

Seu endereço?

Ãm?

Um instituto que funciona numa sala?

Vê-se o  quão ressonante é a sua existência.

Falo de um tal IMA – Instituto de Mulheres da Amazônia, que deve ter sabido do acidente que vitimou uma trabalhadora no Acre, nesta semana, e resolver posar de solidária.

Ativismo que nada.

Sequer deram ao trabalho de assinar uma nota que rola na rede social, finalizada com o clichê “nos colocamos à disposição para auxiliar no que for necessário”.

Auxiliar com o quê? Como?

Há assistência social, psicológica a oferecer?

Uma estrutura que a dignifique?

A quem pedir socorro?

Quais garantias são dadas a fim de provar que o IMA não passa de um blefe, uma patota a viver de notinhas de ocasião?

Repúdio não resolve.

Repúdio a gente descarta, sobretudo por haver suspeita de procedência duvidosa, nenhum pouco sincera.

Vítimas e seus familiares merecem mais respeito.

Republico abaixo o que li na Web

NOTA –– Instituto Mulheres da Amazônia

Na quinta-feira, 06 de agosto de 2020, às 6h00 da manhã, Johnliane Paiva de Souza, de 30 anos, seguia em sua moto para o trabalho na avenida Antônio da Rocha Viana. Johnliane era funcionária do supermercado Araújo, prestadora de serviço essencial, portanto, arriscando sua saúde em meio à pandemia para garantir o abastecimento de alimentos na cidade. Johnliane estudava e trabalhava, sonhando com uma vida melhor e auxiliando com as despesas de sua casa e sua família.

Nesta data e horários acima já citados, dois carros de luxo eram dirigidos por dois homens, também na casa dos 30 anos, que disputavam um racha na avenida Antônio da Rocha Viana. Um dos carros era uma BMW, que pertencia ao pai do condutor, ex-juiz. Este carro atingiu a moto de Johnliane, arremessando-a a 100 metros do local da batida e arrastando a moto por duzentos metros. Johnliane morreu, os condutores fugiram, a BMW foi abandonada.

Johnliane foi velada na igreja Adventista do Sétimo Dia e enterrada no cemitério Morada da Paz, na sexta-feira. Familiares e amigos se despediram, pedindo justiça, arriscando-se ao contágio mesmo com a utilização de máscaras, porque seus sentimentos assim o exigiram.

De início, a cobertura jornalística chamou o ocorrido de “acidente”. Aos poucos, chegou-se à denominação “crime”, denominação que de fato cabe à DHPP e às investigações da Polícia Civil, que obteve as imagens de câmeras dos estabelecimentos próximos ao local da batida.O delegado esclarece que pode se tratar de crime culposo, ou de “dolo eventual”, e pede à população que auxilie, mencionando o “clamor social” e a necessidade de “resposta à sociedade acreana”.

Na sexta-feita, ambos os condutores foram ouvidos. Foram ouvidos o pai e a mãe do condutor da BMW, que declararam o quanto seus filhos estão abalados. O sindicato do qual a mãe do condutor é presidente lançou uma nota de solidariedade a ela, esclarecendo que os eventos relacionados ao caso são de responsabilidade do filho, que é maior de idade, que poderá arcar com as consequências perante a lei.

Nenhuma palavra sobre o abalo à família e entes queridos de Johnliane. Nenhuma menção de solidariedade e apoio.

Nas redes sociais, questionou-se porque esta morte não estaria provocando o alarde feminista que se fez diante dos casos de feminicídio no estado. Esta responsabilidade é atribuída às feministas por um motivo simples. Nós mulheres, somos o tempo todo cobradas a nos identificar enquanto gênero. Os homens não.

A morte de Johnliane não decorreu diretamente do fato de ser mulher. Ela foi uma vítima eventual. Um racha ter sido disputado decorre diretamente do fato dos condutores serem homens, de famílias de classe alta. Decorre da produção constante de uma masculinidade agressiva e irresponsável, que precisa se valer da ostentação de carros e sua velocidade potencial como demonstração da virilidade. E que é incapaz de se responsabilizar pelas consequências do que acontece, porque é também uma masculinidade infantilizada. Não é à toa que se espera que as mulheres digam o que está errado, enquanto mais uma vez os homens se recusam a fazê-lo, se recusam a questionar o comportamento de outros homens.

Johnliane morreu enquanto ia para o trabalho. Os condutores provocaram sua morte enquanto voltavam de uma festa.

Nenhuma palavra relatando a vida de Johnliane, suas dificuldades e esperanças, suas tristezas e alegrias. Nenhum agradecimento por sua coragem compulsória de trabalhar em meio à pandemia. Nenhuma nota de solidariedade oferta de ajuda à sua família. Os homens continuam suas vidas, sem responsabilização. Suas famílias recebem solidariedade, sem prestá-la. Johnliane morreu enquanto os condutores fugiam sem prestar socorro.

O IMA oferece suas condolências à família de Johnliane e se coloca à disposição para auxiliar no que for necessário.

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