Eleições do Sindapen sob suspeita: apoiador da chapa oficial antecipa placar 24 horas antes da votação

Um apoiador da chapa oficial que disputa as eleições do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre (Sindapen) sugere fraude nas eleições que acontecem neste sábado (8) em todo o estado. A voz, não identificada, antecipa o placar final da votação que está ocorrendo em Sena Madureira (ouça abaixo). Ele cita os cinco votantes que dariam apoio, nas urnas, à chapa oponente, tratados como “alemães”. E contabiliza 15 votos em favor do candidato que é apoiado pela Direção do Iapen, Laércio Lima.

O candidato oficial tem aparecido em eventos e agendas acompanhado do presidente do Instituto de Administração Penitenciária, como ocorreu na entrega da Minuta da Lei Orgânica da Polícia Penal do Acre. A imagem desencadeou denúncias de privilégio ao candidato Laércio Lima, dando conta de que o gabinete dele estaria servindo de um recinto eleitoral informal. O Tribunal Regional Eleitoral recebeu a denúncia, mas não se manifestou.

A denúncia, aliás, abortou a implantação da lei, que, segundo o grupo contrário, estaria abarrotada de erros de português, equívocos jurídicos, contábeis e administrativos.

A chapa vencedora será conhecida ainda neste sábado.

O procurador regional eleitoral, Fernando Piazenski, se considerou incompetente para julgar a denúncia sobre o uso indevido do gabinete principal do Iapen para “compra de votos e campanha política eleitoral antecipada. Um agente penal e o próprio presidente do Instituto são denunciados.

Piazenski remeteu a denúncia ao Ministério Público Estadual, sob o argumento de que os acusados não possuem foro privilegiado de prerrogativa e função.

A denúncia anônima indica que o gabinete do presidente seria usado em reuniões políticas do PDT.
Uma notícia de fato tramita sob o número 1.10.000.000518/2020-01

Em nota, o ex-presidente do instituto, Lucas Gomes, repudiou o suposto crime.  Veja abaixo:

Pela experiência que tenho, toda a força a associação no ano passado foi usada para atrapalhar e boicotar a gestão porque não tinham cargos.

Se toda a força empregada para me tirar (incluindo reuniões e mais reuniões com secretários, vice governador e governador) fosse empregada em favor das pautas da classe, teríamos avançado bastante.

Mas infelizmente esse não foi o foco.

Conseguiram o que queriam, mas esqueceram da classe. E depois que conseguiram o que queriam (me tirar), conseguiram os cargos que queria emplacar. Pois no final o objetivo sempre foi ter cargos para fazer base para a eleição de vereador e deputado.

O sindicato, caso ganhem, deverá servir somente como mais um meio de pressionar a administração a ceder cargos para aqueles que serão cabos eleitorais.

E isso não tem nada a ver com a categoria.

Cada um escolhe o seu lado e os seus objetivos. Mas ninguém pode tentar conferir ares coletivos a projetos que são meramente individuais.

A gente não pode mentir pra nós mesmos

 

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