Caso Bruno: o Acre tem de tudo, até promotor cabeça de vento

Talles Tranin, promotor da Vara de Execuções Penais do Acre, esqueceu de averiguar as regras do futebol antes de solicitar que o goleiro Bruno Fernandes use tornozeleira eletrônica. Impor que o atleta seja monitorado durante os treinos e jogos chega a ser irracional. O magistrado que acatou o pedido, igualmente, faltou à aula do bom senso e da coerência.

Jogadores não podem usar nenhum tipo de objeto que possa colocar em risco a integridade física dele ou do adversário.

Por que não propuseram logo o cancelamento do contrato do atleta, a fim de proibí-lo de atuar?

Imagine o atleta em disputa pela bola, ou num encontrão com o adversário, algo natural numa partida de futebol; e aquele treco no tornozelo, balançando, incomodando, a ameaçar a si e aos outros.

O que diria o árbitro da partida na súmula ante a um “acidente de trabalho” ou entrada faltosa com consequências mais graves?

Lance normal?

Aquele sangue teria sido resultado de uma disputa natural?

Imputarão ao goleiro mais uma acusação de homicídio?

E na hipótese de auto lesão, o que é plenamente possível?

Um tornozelo dilacerado talvez?

E na hora de um carrinho?

A geringonça criada para monitorar presos seria à prova de impacto, bolada, raios, mau tempo?

Estaria alguma mulher ameaçada pelo Bruno no decorrer dos treinos e durante os 90 minutos de uma partida de futebol, a ponto de puní-lo com o uso de tornozeleira enquanto trabalha com pés e mãos?

Onde estava promotor quando o atleta treinava noutros clubes após deixar a prisão?

Então essa turma de se diz defensora dos justos só age mediante o noticiário?

Não sabe o promotor que, no Acre, há dezenas de criminosos perigosos à solta, por falta de tornozeleira, impondo risco inclusive a ele?

Ah, o holofote, a mídia, a necessidade da evidência….

Que Bruno pague pelo seu suposto crime, sem que autoridade nenhuma precise se dar uma importância que não tem.

Mas não seja impedido de trabalhar e recomeçar.

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