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terça-feira, outubro 27, 2020

Acre: advogada que defende direito do homem é ameaçada após oferecer vaga de emprego com pré-requisito de “não ser feminista”

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A advogada Jamily Wenceslau, de 30 anos, que atua na área do direito de família e direito do homem, registrou nesta terça-feira(08) boletim de ocorrência na 2ª Delegacia Regional da Policia Civil, em Rio Branco – AC, por crimes de ameaça e injúria. Um outro boletim de ocorrência também foi registrado pela advogada por crime de extorsão, na Delegacia de Combate à Roubos e Extorsão, também na capital.

Segundo Jamily Wenceslau, que atua em processos de defesa do direito do homem em 5 estados da federação, ela foi vítima desses crimes após fazer uma publicação em suas redes sociais de uma oferta de emprego em seu escritório. Entre os pré-requisitos para ocupar a vaga estavam os do candidato(a) “não serem feminista”, e atenderem bem os clientes do escritório. O anúncio teria gerado revolta no movimento feminista do Acre, segundo ela.

Veja abaixo o Boletim de Ocorrência do crime de ameaça

BO AMEAÇA (1)

“ Trabalho com direito do homem, preciso de profissionais que entendam sobre o assunto e que possam respeitar todo tipo de causa, por isso coloquei este pré-requisito no processo de seleção”, explica a advogada. Segundo a queixa registrada, um funcionário do escritório da advogada teria recebido um telefonema ameaçador após a publicação ser compartilhada por outros advogados nas redes sociais.

Veja abaixo o Boletim de Ocorrência sobre o crime de extorsão

BO extorsão

“ Meu funcionário recebeu uma ligação de uma mulher que se dizia advogada. Inicialmente ela pediu informações pessoais sobre mim em tom irônico, questionando se eu era mesmo advogada. Desconfiado, o meu funcionário negou as informações que ela pedia e passou a gravar a ligação, foi quando ela passou a usar um tom ameaçador, dizendo que eu era uma advogada de quinta categoria por defender o direito do homem”, conta Jamily.

BO injúria

Ainda segundo o relato da vítima, “a pessoa do outro lado da linha afirmou que eu deveria mudar meu comportamento profissional, e que iria registrar representações contra minha pessoa na OAB e em todos os órgãos que defendem o direito da mulher, ela disse ainda que colocaria várias pessoas para me perseguir profissionalmente”.

Segundo Jamily Wenceslau “o exercício da advocacia é fundamental para garantir o direito de todos, independente das questões de gênero. Não vislumbro outros advogados que defendam veementemente o direito do homem. E como eu tenho levantado essa bandeira, principalmente em publicações debatendo esse tema, me tornei um alvo do movimento feminista”, explica ela.

Jamily Wenceslau atribui ainda ter sofrido as supostas ameaças por atuar em processos onde representa pais que são vítimas de falsas denúncias e de alienação parental. “Na delegacia eu consegui levantar informações e confirmei tratar-se de uma advogada mesmo a pessoa que  ligou para o escritório. Tenho certeza que a postura da OAB diante de fatos como esse é reafirmar o compromisso da instituição com a defesa da liberdade de expressão e da autonomia dos advogados”, conclui Jamily.

 




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