O rompimento do lacre da tornozeleira eletrônica usada pelo goleiro Bruno- caso único em todo o Brasil

O goleiro Bruno Fernandes, do RBFC, começou a usar tornozeleira eletrônica nesse final de semana.

O atleta é obrigado a comparecer à sede do Iapen, na Avenida Getúlio Vargas, Bairro Bosque, sempre ao meio dia, duas horas antes do treino. E assim será duas horas antes do jogos oficiais em que estiver escalado para atuar.

Tem que retornar para colocar o aparelho sempre às 19 horas.

Bruno chega num veículo descaracterizado. Entra no prédio e é recebido por um policial penal.

É ordem judicial.

Esse ritual, no entanto, é único entre os milhares de presos que progrediram de regime no Brasil.

A tornozeleira que Bruno usa é a mesma. Mas o lacre, que é rompido na remoção da tornozeleira, deve ser trocado por outro, novo em folha, toda vez que o jogador volta ao monitoramento.

E o lacre é caro.

O juiz mandou o jogador arcar com esta despesa.

Nos demais casos, em que o preso é abotoado pela tornozeleira apenas uma vez, é o estado que paga.

A situação curiosa irritou os dirigentes do clube. E um acordo  teria sido feito com o atleta, determinando o reembolso ao Iapen pelo bendito lacre.

À noite, Bruno não pode deixar o apartamento onde mora sozinho.

E se houver treinos pela manhã, ele deve comparecer ao Iapen, duas horas antes, para o mesmo procedimento.

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