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sexta-feira, outubro 30, 2020

Inflação de alimentos subiu mais em agosto que o IPCA acumulado no ano

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O preço dos alimentos sobe muito mais rapidamente que a inflação oficial. O IPCA ficou baixo em agosto, apenas 0,24%, e agora acumula alta de 0,7% nesses oito meses de 2020. No grupo Alimentação e Bebidas o ritmo é diferente. Apenas em um mês, a alta acumulada é de 0,78%. A despesa com comida é onde o bolso sente mais, por isso a impressão do consumidor é que a inflação está mais alta do que mostra o índice geral. Em um ano, o IPCA registra alta de 2,44%, bem abaixo do centro da meta, que é de 4%.    

Nesses oito meses, o grupo Alimentação e Bebidas acumula alta de 4,91%. As famílias que comprometem a maior parte dos seus orçamentos com comida sentem essa inflação mais forte. A situação é mais grave em produtos básicos na dieta do brasileiro. O arroz ficou 19,25% este ano. O feijão mulatinho saltou 32%. O leite longa vida subiu 22%. Em agosto, a cebola ficou mais barata, queda de 17,1%. Mas não adianta comemorar. De janeiro a julho ela havia disparado 81%.      

Alguns preços têm funcionado como âncora, não deixando a inflação disparar. É o caso da educação. O professor Luiz Roberto Cunha explica que o grupo teve deflação de 3,47% em agosto, reflexo dos descontos concedidos nesse período sem aulas presenciais. Se essa taxa ficasse em zero, o IPCA do mês teria subido para algo como 0,45%, quase o dobro do resultado final. Esse é só um exemplo de preços que têm segurado a taxa geral.    

Não adianta o governo controlar preços. Isso foi feito na década de 1980 e não deu certo. A ideia de cortar tarifas de importação ajuda em alguns itens, como o arroz. Mas o feijão, por exemplo, não tem de onde importar.  

É a velha lei da oferta e da procura. A demanda chinesa cresceu e puxou alguns preços de commodities. O Brasil, por exemplo, é o maior exportador de soja do mundo, mas o óleo de soja aqui subiu 9,48% apenas em agosto. Outra explicação é o câmbio. O dólar disparou, e alguns produtos são cotados internacionalmente.  

O auxílio emergencial teve um efeito também. As pessoas com renda menor gastaram mais em alimentos. A distribuição do benefício explica ainda a alta no preço dos tijolos (9,32%) e cimento (5,42%)Os consumidores estão aproveitando esse período para fazer obras nas residências.  

O Globo




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