Lambança na convenção do PSL: Minoru rejeita Ulisses e Rocha, vaiado, impõem um vice recusado pela militância: “o troco será nas urnas”

O coronel Ulisses, que no passado recente manifestou a intenção de compor a chapa majoritária do PSL, assumiu um gesto obscuro, suspeitíssimo, na atribulada convenção do partido, neste sábado.

Aceitou ser votado pelos pré-candidatos após a militância minar a intenção de Rocha e Minoru de impor, goela abaixo, o presidente da Associação Comercial do Acre, Celestino Bento, como vice.

Eu disse: aceitou ser votado.

Mas desistiu mesmo saindo vitorioso, num placar de 7 x 2 que rejeitou Celestino.

Estranho, não?

Por que?

Queria provar o que?

Pra quem?

A desculpa dada pelo ex-comandante da PM foi a seguinte: desistiu da vice para evitar um desgaste na sigla local com uma possível intervenção do Diretório Nacional.

Houve duas hipóteses levantadas

1 – Ulisses provou que tem prestígio entre os militantes, embora seja rejeitado por Rocha;

1 – Ulisses foi coagido por Rocha, que atendeu a pedidos do próprio Minoro para rifá-lo

“A decepção ficou clara,. Amigos meus choraram. Mas o nosso objetivo foi alcançado, que era mostrar para eles que nós, unidos, podemos ser muito mais fortes”, relatou a tenente Candeias, pré-candidata a vereadora, um dos que puxou o movimento de resistência.

Rocha assumiu que Minoru desistiria se Ulisses fosse seu vice.

Daí a imposição, dele, Rocha, para aclamar Celestino.

O vice, que ali era governador em exercício, se expôs muito ao citar o militar como alguém sem representatividade.

Descascou a ferida

Foi acusado de não governar com o PSL.

O governador deu desculpas de que tinha outros compromissos, deixou o recinto e foi vaiado.

Os pré-candidatos deixaram claro que o problema não era o presidente da Acisa, mas a falta de transparência na escolha, afinal nenhum deles foi ouvido.

E, claro, convenção existe para que seus escolhidos tenham respaldo de um grupo maior.

Ou não?

Neste sábado, a democracia passou longe e lembrou a tomada do partido, meses atrás, em reuniões secretas com o presidente nacional, Luciano Bivar, sem que os militantes locais fossem consultados também.

Aquilo ainda era uma espinha de tubarão na garganta dos Pesselistas.

Reboliço à parte, Ulisses deixa a convenção sob acusações de ter atuado tal qual um ator global treinado no Projac.

Terá sido mesmo um jogo de cena?

O militar é também empresário, cuja família controla uma das principais empresas de segurança do Acre.

Empreendimento, aliás, que lucrou horrores no governo do PT, de onde Minoru é egresso.

Questionam quanto custou o silêncio e a desistência do militar?

Terá sido um gesto humanitário, para o bem de Rio Branco, embora ele tenha desmerecido a vontade da maioria?

Minoro sendo prefeito saberemos da resposta.

Para finalizar, a declaração de um grupo de militantes pós convenção: “o troco será nas urnas”

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui