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sábado, setembro 26, 2020

Grupo Recol: nova briga por inventário reacende suspeita de fraude fiscal e “doação” de patrimônio milionário antes de idosa morrer

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O falecimento da matriarca da família Moura, dona Raimunda Alves, reascendeu as discussões envolvendo o Grupo Recol. Agora, além das disputas nas varas cíveis, em que o controlador da Holding, o empresário Marcelo Moura, é acusado por quatro irmãos (dois adultos e dois menores) por desvio de patrimônio familiar, a família também briga pelo inventário da avó.

E a disputa parece ir longe…

Conforme noticiado com exclusividade pelo acjornal, na semana passada, Marcello Moura e dona Raimunda Alves tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados pela juíza da 5ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, Olívia Maria Ribeiro, ante a suspeita movimentação de valores milionários das empresas para suas contas pessoais.

O parecer dado recentemente pelo Ministério Público endossa a necessidade dessa medida, chamando atenção para o fato de que dona Raimunda Alves demonstrou total desconhecimento dos valores “em tese” direcionados à sua conta pessoal – cerca de R$ 12,3 milhões em dois anos. Outro fato que chamou atenção foram os diversos saques em dinheiro, em valores acima de R$ 200 mil,em Rio Branco e em Porto Velho..

Curiosamente, segundo investigações feitas pelo acjornal, muitos desses saques coincidem com extravagâncias do empresário Marcello Moura. Vale dizer que no carnaval de 2017, logo após sacar quase R$ 500 mil em dinheiro das empresas, o empresário aproveitou o festa momesca com a esposa e filhos em Cancun, num resort com diárias extravagantes.

Outros roteiros luxuosos ainda incluem Campos do Jordão, Rio de Janeiro, Estados Unidos e até mesmo a Rússia, onde o empresário assistiu alguns dos jogos mais disputados da Copa do Mundo passada.

Mas a ganância do empresário parece ir muito além do dinheiro disponível nas empresas, conforme destacado pelo Ministério Público. Isso porque existem milhares de recibos anexados aos autos que demonstram pagamentos igualmente milionários das empresas do Grupo Recol para as empresas pessoais, criada pelo próprio Marcelo, dentre eles sua agência de publicidade, a PWS.

Outro levantamento inédito feito pelo acjornal revela que o empresário também se aproveitou da frágil condição de saúde da avó, uma senhora com mais de 90 anos de idade, para desviar outros bens do conglomerado para si próprio.

Uma escritura registrada no distante cartório de Senador Guiomard (VEJA ABAIXO) mostra que o suntuoso apartamento onde o empresário reside, avaliado em quase R$ 4 milhões, teria sido dado a ele pela avó pelo valor de R$ 680 mil. Não é preciso muita esforço para verificar que esse valor não compraria nem mesmo os itens de arte que decoram suas salas de estar.

O fato é que essa doação só foi possível porque o empresário primeiro desviou o imóvel da Recol Distribuidora para sua avó, dona Raimunda Alves, numa espécie de dação em pagamento (pagamento com imóvel ao invés de dinheiro). Três meses depois o apartamento foi doado da avó para ele próprio em claro ato de fraude fiscal (VEJA ABAIXO).

Outras escrituras revelam que Marcelo Moura também tem se dedicado a dar algumas esmolas para as irmãs que o apoiam nas diversas ações que tramitam na justiça acreana, o chamado pólo passivo do caso.

A irmã Renata Moura, que atualmente alcançou o tão sonhado posto de administradora da TV Gazeta, o “coração” do grupo Grupo, também recebeu de “presente” um imóvel da vovó. O documento que publicamos acima mostra que a luxuosa casa em que reside, construída num terreno com 2.576 m², com 4 suítes, piscina e churrasqueira, foi dada pelo módico valor de R$ 600 mil.

Ao que tudo indicada, a irmã Robertha Moura teria sido agraciada com parte dos milionários valores em tese destinados a dona Raimunda. Isso porque suas redes sociais estão repletas de fotos e vídeos mostrando a pomposa reforma feita em sua residência, localizada próximo à escola Maple Bear. Tudo aconteceu na mesma época dos repasses suspeitos apontados pelo Ministério Público.

A irmã mais nova também não ficou de fora. Segundo consta, antes mesmo que uma missa de 7º dia fosse organizada em homenagem póstuma a dona Raimunda, Raquel Moura conduziu uma reforma digna dos programas televisivos de casas de luxo. Um vídeo recentemente divulgado por ela revela detalhes de como a casa ficou.

Aliás, a postura das irmãs Renata e Raquel chama bastante atenção, já que a mãe delas também sofreu no atribulado processo de divórcio com o falecido patriarca da família,  o empresário Roberto Moura. Naquela oportunidade, Roberto e Maria das Neves acabaram fechando um acordo milionário e não era vontade dele que os filhos chegassem a disputas tão desonrosas e desonestas.

Nesse clima de guerra, quem não tem tido sossego é a irmã Sanny Moura, que tomou a frente na luta pela justa divisão do patrimônio construído pelo falecido pai Roberto Moura. Um processo que corre no juizado especial demonstra que ela precisou de uma liminar para ter seu fornecimento de água e luz retomado, em mais um ato de retaliação conduzido por Marcello Moura. Isso mesmo, até a água e a energia da casa da herdeira foram cortada – e não foi por falta de pagamento

Quem também tem sofrido as consequências são as empresas do Grupo Recol. Segundo os últimos resultados registrados na Junta Comercial, uma milagrosa ação tributária que vinha desde a época de Roberto Moura salvou o resultado de 2019. As distribuidoras Eco Acre e Karina, concorrentes,  têm aproveitado e ganhado cada vez mais espaço às custas da negligência e ganância de Marcelo Moura.

Mas isso são cenas dos próximos capítulos. Aguardem!

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