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quarta-feira, outubro 28, 2020

Lojas Pague Pouco, do Grupo Recol, financiaram campanha do deputado Roberto Duarte; delator acusa remessas ilegais ao exterior

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Todo o faturamento das três lojas da rede de supermercados Pague Pouco foi guardado num cofre, uma semana antes das eleições gerais de 2018. Milhões foram separados para financiar a eleição do deputado estadual Roberto Duarte Júnior (MDB). Todo esse dinheiro devia ter sido depositado no banco, como é praxe, mas acabou sendo transportado num carro da empresa, e não entrou na contabilidade do supermercado, que deu as mercadorias como vendidas.

Os recursos, obviamento, não foram declarados à Justiça Eleitoral.

A informação é tratada como “estarrecedora” pela promotora Alessandra Garcia Marques, a partir de uma delação do gerente da empresa que foi demitido por saber demais. O depoimento dele, gravado, em que o acjornal teve acesso, consta no processo 0705984-19.2020.8.01.0001 – um entre vários outros processos que tramitam na 5ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco. Dois irmãos menores e dois maiores acusam o empresário Marcello Moura, controlador do Grupo Recol, por desvio de patrimônio familiar.

O deputado é concunhado de Marcello.

Ele já foi casado com outra irmã do empresário.

O parecer ministerial é crítico, bem ao estilo da promotora que o subscreve. Marcello é apontado como o maior responsável por desfalques milionários na Hoding que reúne 13 empresas, dentre elas a TV gazeta, a Distribuidora Recol de Medicamentos, as concessionárias Volswagem, Yamaha e Ford e Recol Farma.

A juíza Olívia Maria Ribeiro autorizou perícias da Polícia Federal, a fim de confrontar o suposto desfalque na contabilidade do supermercado com o relatório de vendas naquele período. Sansões eleitorais poderão ser aplicadas ao deputado, sendo a mais grave a perda do mandato por corrupção eleitoral.

A promotora acredita ter identificado a razão pela qual Marcello Moura se nega fornecer o inventário patrimonial e a prestação de contas anual das empresas. Esta constatação ficou mais evidente após o ex-gerente do pague Pouco confirmar que o empresário faz remessas de divisas ao exterior (veja abaixo).

Marcelo faz viagens frequentes à Europa.

O ex-gerente afirma que, no período em que esteve na empresa, testemunhou que Marcelo fazia a retirada de recursos em espécie, mais uma vez sem permitir que os lucros fossem contabilizados.

Na prática, ao proceder desta forma, o empresário nega o direito dos irmãos à partilha dos lucros do grupo, tal como acontece nas outras empresas.

 

 




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