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sexta-feira, outubro 23, 2020

Artigo: Por que uma derrota de Trump seria um desastre para Bolsonaro

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Um debate acalorado surgiu no Brasil a respeito de como uma vitória do candidato democrata Joe Biden nas próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos afetaria os laços Brasil-EUA. Alguns argumentam que o forte alinhamento ideológico do presidente Jair Bolsonaro com o presidente americano, Donald Trump, levaria inevitavelmente a um enfraquecimento significativo da relação bilateral, enquanto outros acreditam que o pragmatismo de ambos os lados e as preocupações dos EUA em relação à influência crescente da China impediriam uma ruptura.

Porém, mais do que afetar apenas a relação bilateral, uma vitória de Biden poderia ameaçar o ambiente global que a Presidência de Trump ajudou a criar para o projeto político de Bolsonaro. Com o presidente do Brasil fazendo campanha abertamente pela reeleição do republicano em 2020, surge outra questão: como os resultados da votação nos EUA impactariam o destino político de Bolsonaro?

Há três desafios principais que uma possível derrota de Trump em novembro representaria para o presidente brasileiro em casa.

Em primeiro lugar, Trump é muito popular na base eleitoral de Bolsonaro e a percepção entre seus seguidores mais fanáticos de que o presidente brasileiro tem acesso privilegiado à Casa Branca tem sido um ativo político fundamental para o ex-capitão do Exército.

Ainda assim, vários analistas apontam que a parceria Trump-Bolsonaro produziu poucos benefícios concretos para ambos os lados — Bolsonaro não cumpriu suas promessas de ajudar a derrubar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, nem a reduzir a influência chinesa na América Latina, enquanto a agricultura e a siderurgia brasileiras não conseguiram uma entrada melhor no mercado americano.

Além disso, uma vitória do democrata pode mostrar uma forma de como superar um governante populista, incentivando vários candidatos centristas que desafiarão Bolsonaro em 2022.

Em segundo lugar, e talvez mais importante, uma mudança na Casa Branca complicaria uma vantagem única e muitas vezes esquecida de que Bolsonaro desfruta no âmbito da política externa: com os Estados Unidos atuando como um grande desordeiro e absorvendo a maior parte da atenção do mundo, o presidente brasileiro pode minar ativamente o multilateralismo e protestar contra o globalismo sem pagar um preço alto.

Oliver Stuenkel*, da Americas Quarterly




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