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segunda-feira, outubro 19, 2020

Impeachment de Witzel: deputados aprovam novo afastamento por 69 a 0 e governador será julgado por tribunal misto

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Pela primeira vez na História do Estado do Rio de Janeiro, o processo de impeachment contra um governador chegou ao fim na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e os deputados estaduais decidiram, mais uma vez por unanimidade, 69 votos a favor e nenhum contra, que o governador afastado Wilson Witzel será julgado pelo tribunal misto, formado por cinco parlamentares e cinco magistrados do Tribunal de Justiça do Rio. Witzel ja está afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde o dia 28 de agosto, e, assim que a comissão mista for formada e notificada, deverá ser afastado por mais 180 dias.

Witzel se defende por videoconferência

Ao ser chamado pelo presidente da Casa, André Ceciliano, o governador afastado Wilson Witzel iniciou sua fala de defesa. Imediatamente, deputados que antes conversavam entre si e faziam lives, entraram em silêncio para ouvir as palavras do governador no telão do Palácio Tiradentes.

O que tem acontecido é algo absolutamente injusto. Não tive o direito de falar nem na Assembleia nem nos tribunais. Estou sendo linchado moralmente, linchado politicamente, sem direito de defesa — disse, introduzindo sua defesa.

‘Jamais apoiei a extrema-direita’

Witzel comparou a “injustiça” que diz estar vivendo ao que viveu Tiradentes e Jesus Cristo.

— Agradeço a oportunidade, senhor presidente André Ceciliano, por exercer o meu sagrado direito de defesa nessa histórica tribuna, ainda que virtualmente, do Palácio que leva o nome de Tiradentes, símbolo da luta pela liberdade e contra a opressão. Tiradentes que foi delatado, vendido, morreu enforcado e as partes do seu corpo foram jogadas em praça pública para servir de exemplo para a tirania. A tirania escolhe suas vítimas e as expõem para que outros não mais se atrevam.

Outro exemplo dado por Witzel, que também falou sobre Dilma Roussef, foi o do ex-presidente Fernando Collor de Melo.

— Eu tenho exemplos de erros que a história não pode reparar. O presidente Collor foi vítima de um impeachment. Em 2014 ele foi absolvido. A frase dele no senado foi: “Quem poderá me devolver o que me tiraram?” — disse.

‘Sou filho de uma empregada doméstica, que hoje chora pelo que está acontecendo comigo’

O governador afastado disse também que sua vida sempre foi igual a de muitos brasileiros que moram em áreas mais pobres.

— A minha vida sempre foi igual a de muitos brasileiros, muitos aí que vieram das comunidades, do morro, sonhando com dias melhores. Não são diferentes de mim. Passei por vários cargos públicos, mas sou filho de uma empregada doméstica, que hoje chora pelo que está acontecendo comigo. Meu pai, metalúrgico, chora pelo que está acontecendo comigo.

‘Durante a pandemia, fiquei praticamente isolado para tomar as decisões’

Aumentando a voz por muitas vezes, Witzel também falou diretamente aos deputados, a quem reagiu afirmando que, se foi omisso, então todos eles seriam também.

— A porta sempre esteve aberta, mas quantos sentaram comigo? poucos estiveram lá. Se eu fui omisso, todos os senhores são omissos — disse, referindo-se ao parlamento. — Se prevalecer esse entendimento, não teremos mais mandatos terminados no Brasil. O governador de Santa Catarina, que não agrada a base dos deputados porque talvez não faça a política que assim desejam, já está no mesmo processo que hoje me encontro. A esquerda que diz que a presidenta Dilma teve um golpe de estado, hoje não vi nenhuma voz ser levantada — disse.

O Globo




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