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sexta-feira, outubro 30, 2020

‘Podemos ter 180 mil mortos até sair vacina’, diz Luiz Henrique Mandetta

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Quando comandava o combate à Covid-19 no país, Luiz Henrique Mandetta trabalhava com três projeções. A mais pessimista era de 180 mil mortes, e a mais otimista, de 30 mil. Um número tido atingível era de 80 mil mortes.

O ex-ministro diz agora temer que o Brasil, hoje com 139 mil óbitos, concretize o pior cenário. “Até o surgimento da vacina é capaz de chegarmos aos 180 mil”, disse ao GLOBO. Mandetta lança o livro de memórias “Um paciente chamado Brasil”(Ed. Objetiva), em que conta bastidores do combate à pandemia e do processo de fritura pelo qual passou no cargo por insistir em pregar distanciamento social contra o vírus e se recusar a liberar a cloroquina sem evidência de eficácia.

Falando por videoconferência de Campo Grande (MS), onde mora, o médico comentou os rumos da luta contra a pandemia.

Como o senhor avalia a situação epidêmica do país e a indefinição na reabertura?

Estamos enfrentando a pandemia sem liderança. Não tem uma voz que dê os critérios técnicos. Como não temos guidelines, há personagens: um manda abrir, outro manda fechar…

Agora, aglomerou? Duas semanas depois você tem aumento de casos. Foi assim no feriadão de São Paulo duas semanas atrás. São Paulo já aumentou o número de casos. Todo mundo desceu para a praia, (houve um) aumento de 40% no fluxo de pessoas para o litoral. Aglomerou? Colhe o preço.

Só é possível voltar às escolas com vacina?

É sempre fácil você fechar. Difícil é ter os critérios para reabrir. Mas você manter as crianças fora da sala de aula aguardando por uma vacina é outro erro. A vacina é uma possibilidade, não é uma realidade. Ela pode acontecer durante o ano de 2021, mas também pode falhar.

A minha impressão é que a gente deveria começar por segmento, por projeto piloto, medindo não só o estudante, a criança, mas o núcleo familiar e o magistério, porque ele está junto. Isso teria que nascer de um conjunto de especialistas para fazer uma norma técnica abrangente para que cada cidade fosse se encaixando.

O que a gente está vendo é um festival. Tanto o Ministério da Educação quanto o Ministério da Saúde não saem com uma norma técnica que sirva de baliza nacional.

O Brasil já tem quase 140 mil mortos por coronavírus. Quantas dessas mortes poderiam ter sido evitadas por ações do governo federal?

Não gosto muito de me pautar por números, senão vira exercício de adivinhação. Mas tínhamos lá claramente alguns cenários.




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