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quarta-feira, outubro 28, 2020

Sena Madureira já registrou 34 casos de abuso sexual contra crianças em 2020. Agressores são pais, avôs, tios e outros parentes

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O número de ocorrências de abuso sexual contra crianças no terceiro maior município acreano aumentou cerca de 26% nos últimos nove meses em relação ao mesmo período do ano passado.

Só este ano o Conselho tutelar de Sena Madureira já registrou 34 ocorrências de estupro, assédio e exploração sexual infantil em situações diversas no perímetro urbano e até na zona rural da cidade.

Segundo a conselheira tutelar Lays Mara, na maioria dos casos o autor é uma pessoa que tem laços familiares com a criança ou busca conquistar a confiança dos parentes dela para poder ter aproximação com a futura vítima.

“São amigos dos irmãos da vitima, primos, tio, pais e até avô que deveriam proteger suas crianças, mas acabam se tornando o próprio agressor sexual delas”, lamentou.

O caso mais recente atendido pelo Conselho Tutelar da cidade diz respeito a uma denúncia, comprovada pelo órgão, contra um idoso de 62 anos, morador da zona rural, que vinha mantendo relações sexuais forçadas com a neta de 12 anos de idade desde quando ela tinha 10 anos, sem que a família desconfiasse de nada.

A polícia foi acionada e mediante as provas colhidas durante as investigações ele teve prisão decretada pela justiça local e a vítima acabou confirmando que era ameaçada de morte por ele caso relatasse a alguém. A menina contou que o avô abusava dela sempre que tinha oportunidade de ficar sozinho com ela.

Outros casos registrados este ano em Sena Madureira também envolvem vítimas com idades entre 14 e 6 anos.

O número crescente de casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes nessa época de confinamento social devido à pandemia de covid-19 tem preocupado as autoridades locais, tanto que o próprio Conselho Tutelar e outras secretarias que tratam da questão realizarem duas campanha de prevenção ao mesmo tempo, na tentativa de coibir os crimes.

Uma delas trata da orientação às famílias para que elas fiquem atentas aos sinais de que uma criança entre elas pode estar sofrendo algum tipo de abuso sexual e sendo obrigada a permanecer calada.

A outra campanha incentiva a população em geral a denunciar qualquer caso suspeito de abuso sexual e prostituição infantil na cidade.

 




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