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segunda-feira, abril 12, 2021

Em Rio Branco, vizinhos pedem demolição de garagem que abrigou ônibus mais caros e hoje é refúgio de viciados

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A sede de uma das mais ricas empresas de ônibus que já operou no Estado do Acre, a ETCA, está entregue ao matagal, aos vândalos e usuários de drogas, em Rio Branco. O espaço de grande dimensão ocupa área nobre do Bairro 15, no Segundo Distrito de Rio Branco.

São enormes galpões espalhados por um quarteirão inteiro que ainda abrigam as carcaças de parte da frota que, em um passado não muito distante, foi considerada a mais moderna do Estado Acre.

Bandidos ocupam uma mansão, na área frontal do terreno.

Segundo a vizinhança o local se tomou uma espécie de refúgio para os dependentes químicos que cometem delitos na redondeza e se escondem ali.

O pequeno comerciante José Maria Florêncio alega que já perdeu as contas das vezes que teve seu estabelecimento arrombado pelos habitantes da antiga garagem de ônibus.

“Eles vivem escondidos aí dentro, entregues à própria sorte e só saem aqui fora para roubar. Eu mesmo já fui vítima deles inúmeras vezes e não tive nem coragem de entrar aí para tentar recuperar minha mercadoria”, diz o comerciante.

O acjornal constatou que as salas onde antes funcionava o centro administrativo da empresa estão ocupadas por moradores de rua em situação de dependência química, e os galpões servem de dormitórios.

A situação higiênica e sanitária dos espaços é degradante à saúde humana devido ao amontoado de entulho, mal cheiro, presença de ratos e contaminação do piso por fezes humanas espalhadas por todos os cantos.

Mesmo assim, a dependente química assumida, Maria das Graças, que não deixou ser fotografada, alega que o local é o único lugar que tem para morar. Ela diz que, se  for expulsa dali, sua vida deve ficar mais difícil ainda.

“Faz tempo que eu me joguei nessa vida e agora não tenho mais ninguém que olhe por mim nesse mundo. Se eu for expulsa daqui serei obrigada a dormir na calçada”, afirmou ela quer tem 30 anos.

A mulher repousava sobre um pedaço de esponja e conversava com nossa equipe pensando que estava falando com o dono do imóvel.

Os vizinhos já fizeram um abaixo assinado e enviaram à prefeitura pedindo a demolição dos galpões para a construção de uma praça no local. Mas o poder público municipal ainda não deu resposta.

“A gente sabe que a área é particular e, talvez, a prefeitura não tenha poder legal para demolir. Mas ela precisa localizar os donos e obriga-los a tomarem providências sobre essa situação, que já virou um problema comunitário para todos aqui”, argumenta Cileuda Ferreira.

Nossa reportagem descobriu que o imóvel estaria sobre penhora judicial para pagamento de dívidas trabalhistas e enquanto não houver uma decisão final do processo não pode sofrer intervenção de ninguém.

O dono, o empresário Fábio Pereira, está em tratamento, acompanhado por familiares em Manaus.




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