No menu items!
23 C
Rio Branco
quarta-feira, janeiro 27, 2021

Vídeos: no Antimary, repórter do acjornal relata captura do sapo campô, hospedeiro de poderoso estimulante físico e mental

Últimas

A phyllomedusa bicolor, ou sapo campô como é popularmente conhecida, é uma pequena rã de apenas 8 centímetros com cor verde que vive na copa das árvores a uma altura de dois metros. Uma espécie rara da região amazônica que se tornou mundialmente conhecida devido ao uso de sua secreção como revigorante e estimulante físico e mental. A narrativa abaixo é do jornalista J. Guimarães, que aceitou participar da aventura na noite desta segunda-feira.

Localizar um bichinho desse no meio da floresta amazônica se assemelha ao ditado popular “procurar uma agulha no palheiro”.

Mas, a equipe do AC jornal aceitou o desafio e acompanhou o produtor rural Francisco Pires em uma aventura noturna pela floresta estadual do Antymari para conhecer, pessoalmente, a tal perereca que desperta curiosidade sobre seu uso medicinal nos costumes milenares dos povos indígenas da Amazônia e o misticismos em relação ao poder de cura atribuído ao seu suor injetado sobre a pele humana.

A caçada ao campô começou quando o sol ainda estava fora. Montamos campana debaixo de uma grande palmeira onde, ao escurecer, o sapo costuma emitir seu canto para atrair as fêmeas da mesma espécie.

Depois de algumas horas no escuro da selva, sob uma chuva fina, foi possível identificar os primeiros sinais de que ele estava por perto e não cessava a cantoria com a presença da nossa equipe.

Sem poder acender nenhum tipo de luz, sob risco do animal se calar e a gente perdê-lo, nosso guia escalou a palmeira e quando voltou trouxe a pequena rã na palma da mão.

Discípulo de alguns caciques que aplicam a vacina do cambô, seu Francisco explicou o passo a passo para a extração da secreção do sapo e a aplicação no organismo humano (assista aos vídeos acima).

“A gente pega uma pequena palheta de madeira e raspa a região lombar dele até extrair a secreção, uma espécie de suor mucoso. Esse líquido é colocado sobre o ferimento de uma minúscula queimadura feita com ponta de cigarro no pulso da pessoa”, explicou

Segundo Maria Aparecida dos Santos Reis a substância provoca, no primeiro momento da entrada no organismo humano, uma sensação de náusea com desejo de vômito acompanhado de calafrio e muito suor.

Mas, após esses efeitos colaterais, a sensação de revigoramento físico se estende por cerca de seis a oito meses.

“A gente fica com uma disposição física maior que qualquer estimulante ou fortificante comprado na farmácia possa oferecer. Sem falar que relaxa o cérebro e provoca tranquilidade e paz por meses no organismo da gente”, disse.

No caso do cambô capturado por seu Francisco, ninguém fez uso da secreção dele e após a sessão de fotos e vídeos feitas por nossa equipe o animal foi devolvido ao seu habitat natural.




- Advertisement -

Mais notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui