No menu items!
23 C
Rio Branco
quinta-feira, janeiro 28, 2021

Prisão por má conduta, arma “de vagabundo a serviço do estado, “Raimundão” como protetor e Iapen omisso: veja a ficha do policial penal que matou picolezeiro

Últimas

Cópia do boletim que comprova a prisão em flagrante por porte de arma no carnaval passado, no Conjunto Esperança

O policial penal Alessandro Rosa Lopes, o “guerreirinho”, que matou o vendedor de picolés Gilcimar Silva Honorato, neste sábado, no Conjunto Esperança, em Rio Branco (AC), coleciona diplomas de conclusão de cursos operacionais no Iapen, ao mesmo tempo em que acumula uma ficha extensa por má conduta. Algo típico de um fora da lei.

No dia 10 de Fevereiro do ano passado, quando da realização de um baile carnavalesco na Rua Euclides da Cunha, na mesma região onde ocorreu o crime, ele foi preso em flagrante por uma guarnição da Policia Militar. A acusação: porte ilegal de arma.

Segundo o boletim de ocorrência que o acjornal teve acesso, “guerreirinho” se encontrava em visível estado de embriagues alcoólica, de posse de uma arma de fogo, ameaçando as pessoas em via publica.

O comandante da guarnição do 4º batalhão da Policia Militar, cabo PM Geerne, relatou, no documento, que o policial penal confessou que a arma era de “vagabundo”. Ou seja, era fria, sem registro de procedência, e que não tinha permissão de sua instituição para andar amado”.

Rosas foi conduzido à Delegacia de Flagrante e entregue à autoridade plantonista para as providencias cabíveis, conforme consta no Boletim de Ocorrência assinado pelo cabo PM Geerne, o cabo Alesson Paiva e a soldado Ingrid.

Naquela época, o presidente do Instituto de Administração Penitenciária, Lucas Gomes, já havia recolhido a pistola e cancelado o porte de arma de Alessandro Rosas Lopes.

O acornal apurou que a retenção da arma e a proibição do uso de armamento de fogo dentro e fora da atividade policial teria se dado em decorrência do mesmo ter sido denunciado por populares em um bar, na cidade de Sena Madureira. Alessandro, bebendo cerveja, desmontou a pistola em cima da mesa e, em seguida, passou a apontar a arma ema direção de terceiros. Ele teria conseguido sair do local antes da chegada da guarnição, mas passou a ser procurado pelos PMs. Horas depois teria sido localizado saindo de um ponto de venda de droga, no Bairro da Pista, em movimento suspeito, ainda com a mesma pistola que segundo a denúncia inicial ele manuseava na mesa do bar.

Como não houve situação de flagrante delito de crime com comprovação material, a guarnição levou o policial penal para a delegacia local, comunicou o fato aos superiores dele, em Rio Branco, e na mesma hora o chefe do departamento de segurança do IAPEN, o recém afastado do cargo por agressão física a uma colega de trabalho, Raimundo Dhione Cunha, o “Raimundão”, determinou que uma equipe se deslocasse a Sena Madureira, na calada da noite, para resgatar o companheiro que estava custodiado.

Portaria do Raimundao, um mês após Alessandro ter sido preso, devolvendo uma pistola do Iapen, com o direito de o policial voltar a andar armado.

O curso de nivelamento de ações táticas, que estava sendo ministrado aos policias penais daquele município foi suspenso, e até hoje não foi retomado, devido ao fato do principal instrutor, Alessandro, ter sido detido pela PM e resgatado pelos colegas. O caso permaneceu abafado no Iapen.

O mesmo “Raimundão” que mandou resgatar “guerreirinho” em Sena Madureira, é o mesmo que foi afastado do cargo de chefe de Segurança dos Presídios no Acre, na semana passada, depois que uma subordinada confessou ser amante dele e o denunciou por agressão física, o que pode ter provocado aborto. A colega agredida, que também é policial penal, assumiu ter engravidado dele.

Foi “Raimundão que também devolveu a Alessandro Rosas Lopes a autorização para ele voltar a andar amado, um mês e 20 dias após ele ter sido preso em flagrante por porte de arma fria.

O Acjornal também teve acesso à cópia da portaria assinada por “Raimundão”, na qual ele autoriza a cautela emergencial em favor de Alessandro em razão de ele estar sendo supostamente ameaçado de morte. O Serviço de Inteligência da Policia Civil é citado como a fonte que identificou as supostas ameaças contra Alessandro.

No documento publicado abaixo, não existe relatos detalhados da veracidade de tais ameaças de morte.

Mas consta a assinatura do chefe da reserva de armamento do IAPEN, na época Laudemir Saar Xavier, dando ciência de que estaria entregando uma pistola da instituição para Alessandro Rosas Lopes.

Segundo colegas de trabalho, que por medo de represália preferem não se identificar, ” Guerreirinho” e Raimundão fazem parte de um mesmo grupo corporativista dentro do IAPEN que conseguiu por meios políticos indicar o nome do policial penal Arlenilson Cunha para substituiu Lucas Gomes no cargo de presidente do Instituto de Administração Penitenciaria do Estado do Acre no inicio deste ano e, hoje, gozam de proteção da presidência da instituição.

Até a publicação dessa matéria a presidência do IAPEN não tinha comunicado, oficialmente, se a arma que guerreirinho usou para matar o picolezeiro pertence ou não à instituição.

Segundo a policia civil, o picolezeiro Gilcimar Honorato foi morto com dois tiros disparados pelas costas após uma confusão generalizada no bar, neste sábado.

Já a Associação dos Servidores do IAPEN, em nota, alega que seu associado agiu em legitima defesa ao ser riscado de faca, no ombro, pela vitima.




- Advertisement -

Mais notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui