Em nota ao G1, o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) afirmou que a Corregedoria-Geral está levantando informações sobre o fato e irá realizar uma apuração detalhada.

De acordo com Janaína, ela vai em busca de justiça para o erro ser reparado. “Não fiz nada de errado. Até agora não recebi nada de ninguém nem um pedido de desculpas. Minha família está lutando para conseguir um psicólogo para mim porque estou depressiva e angustiada por conta disso”, afirmou.

“Vou processar [o Estado], a todo momento falava que não era eu e ninguém acreditou em mim. Fora a humilhação que passei no presídio, você ficar longe da sua família, passei o meu aniversário e da minha mãe lá dentro. Foi um sofrimento horrível, só Deus sabe quantas lágrimas derramei sem saber o que tinha feito”, declarou à Rede Amazônica.

Conforme o advogado Levi Bezerra, que representa a jovem, o mandado de prisão contra a cliente foi expedido pela 2ª Vara Criminal de Rio Branco. Em 2009, a polícia fez uma operação contra o tráfico de drogas e o crime organizado no Acre, Manaus e Belém. No entanto, não houve prisões nessa ação.

Ao G1, o advogado explicou que o caso foi desmembrado entre os anos de 2009 e 2018 e o Ministério Público pediu a prisão dos envolvidos.

“Na época dos fatos, da operação contra uma organização que operava no Acre, Manaus e Belém, ela tinha 11 anos, então a família sabia que não era ela. Em 2018, em razão da suspeita não ter sido encontrada, a Justiça determinou a prisão dela. No momento da expedição, o nome da Janaína aparece no processo sem nenhuma diligência ou algo que indicasse o envolvimento dela”, pontuou.

Ainda segundo Bezerra, ele vai entrar com processo por danos morais para que a cliente seja ressarcida por tudo que passou.