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sábado, janeiro 16, 2021

Errata: comitê proíbe público na posse dos eleitos. Bocalom vê “incoerência após anos de luta” e diz que distanciamento é uma saída

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Não haverá público na solenidade em que a prefeita Socorro Neri transmitirá o comando de Rio Branco ao professor Tião Bocalom. A posse do prefeito eleito da capital acreana será no dia 1 de janeiro, em horário a ser confirmado. Uma resolução assinada pelo secretário de estado Alisson Bestene (Saúde), embasada pelo Comitê de Enfrentamento à Covid, e publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (21), lembra o aumento de casos de Covid nos últimos dias e, por isso, segundo o governo estadual, há a necessidade de se evitarem aglomerações. O Ministério Público Eleitoral também emitiu opinião contrária à realização de posse com a presença de público. Esta recomendação vem acompanhada das seguintes informações:

1 – Observou-se um aumento de positividade relacionada ao exame RT-PCR, passando para
um patamar de 28% e 44%, respectivamente, o que indica aumento da cadeia de transmissão por Sars-Covid nas últimas semanas;
2 – No mês de dezembro, a taxa de ocupação de leitos clínicos no INTO, unidade de tratamento de referência para Sars-Covid 19, passou para 80,5% de ocupação, sendo que, em relação aos leitos de UTI, a taxa de ocupação atingiu 70,5%;

3 – A rede assistencial privada, no mês de dezembro, os leitos clínicos e de UTI se esgotaram, sendo os pacientes encaminhados para a rede pública;

Bocalom vê incoerência

O prefeito eleito Tião Bocalom havia sugerido o Auditório da Ufac como ambiente ideal para a posse dos eleitos. O espaço abriga 800 pessoas sentadas. Mas esta hipótese não deve ser mais considerada em razão da resolução que proíbe a presença de público. O prefeito falou à reportagem do acjornal, na manhã desta segunda-feira, e demonstrou sua insatisfação. Ele lutava para que familiares dos eleitos pudessem estar presentes, bem como parte de um eleitorado que o acompanha há vários anos. “Foram anos até chegarmos aqui. Há maneiras de realizarmos uma posse sem atropelar as regras sanitárias”, disse ele. Leia abaixo as ponderações de Bocalom:

“É uma incoerência e falta de respeito com os familiares e amigos dos que foram eleitos. Se não é possível fazer com muita gente, que faça com pouca gente. É plenamente possível fazer a posse com distanciamento, limitando-se o número de pessoas. Este é o meu sonho, o sonho dos meus familiares, dos nossos apoiadores, da população de Rio Branco, dos familiares dos vereadores que vão assumir a próxima legislatura. Vejo ônibus lotados. Vejo ambientes públicos lotados. Fica o meu protesto e minha indignação. Isto não é democracia. Respeitarei, mas não concordo por considerar uma decisão incoerente”, declarou Bocalom.

O local e horário da posse será anunciada pelo Cerimonial da Câmara de Vereadores




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