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segunda-feira, janeiro 25, 2021

N. Lima, militar, bolsonarista e conservador: “farei uma gestão honesta e transparente”

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Ele foi eleito presidente da Câmara Municipal de Rio Branco numa composição que envolveu a maioria dos vereadores recém-eleitos. Já Manoel José Nogueira Lima, o N. Lima, de 65 anos, foi reeleito para o segundo mandato. Antes, fora deputado estadual por quatro vezes.
O vereador é xapuriense de nascimento, mas foi registrado e radicado em Rio Branco, precisamente no bairro 6 de Agosto. Católico, conservador e liberal, N. Lima é policial militar da reserva (aposentou-se com a patente de capitão). A notória força política também guindou o filho, Wendy Lima, ao cargo de deputado estadual.
Bolsonarista convicto, o político é um dos maiores críticos do petismo – o que, segundo ele, destruiu o Acre e a capital nos campos econômico, social, ambiental, etc.
Em sua casa, num sítio na estrada AC-40, ele recebeu a nossa reportagem e concedeu esta entrevista.
Veja os principais trechos:
AC Jornal – O prefeito Tião Bocalom garante que não receberá apoio político em troca de cargos. Como é contumaz essa prática entres os vereadores, comente sobre Isso.
N. Lima – isso pode acontecer desde que ele não interfira na Câmara. Tanto no parlamento da capital como na Assembleia Legislativa, o Executivo interferia diretamente. No meu primeiro mandato, tão logo recebemos o diploma, o ex-prefeito Marcus Alexandre já chegou dizendo que o presidente dele era o Manoel Marcos.
AC Jornal – O prefeito Bocalom interferiu na eleição da nova Mesa Diretora?
N. Lima – Não interferiu em nada. Sequer demos um telefonema um para o outro. E somos do mesmo partido (Progressista). Ele foi ético e cumpriu com o que vinha dizendo na campanha, ou seja, que a Câmara precisa ser um poder independente.
AC Jornal – O senhor tem informação de quando a reforma administrativa será encaminha à Casa? 
N. Lima – Até agora não sabemos de nada. Estamos em recesso e o prefeito ainda não se pronunciou a respeito disso.
AC Jornal – Quais são as prioridades e metas do senhor como gestor? 
N. Lima – Será construir a nossa sede. Somos a única Capital que não tem o seu próprio espaço. Já temos o terreno, a planta e até R$ 6, 2 milhões em caixa, de um total de R$ 20 milhões. A deputada Wanda Milani já sinaliza com uma emenda parlamentar R$ de 1,2 milhão.
AC Jornal – Como é ser vereador em Rio Branco?
N. Lima – Eu não tenho nenhuma frustração em ser vereador. Ao contrário, tenho satisfação e orgulho. Para mim está sendo melhor do que quando eu era deputado. Somos nós que temos mais contato com a população, pois sabemos de todas as reivindicações.
AC Jornal – Como o senhor avalia a situação do município?
N. Lima – A prefeita Socorro Neri, quando assumiu, encontrou a cidade acabada e todos nós sabemos disso. Era buraco para todos os lados. Ela deu uma dinâmica e fez uma reforma administrativa muito boa. Eu fiz uma oposição dura, mas reconheço o trabalho dela e a cidade melhorou. Precisamos intensificar a produção rural, além da infraestrutura, principalmente porque precisamos de mais alimentos na nossa mesa. Na questão social, infelizmente, a violência tomou conta dos bairros e até da zona rural. Somos prisioneiros dentro das nossas próprias casas.
AC Jornal – Como o senhor avalia os 20 anos de administração do PT no Estado?
N. Lima – O PT foi um desastre administrativo e acabou com o nosso estado. O que mesmo nós produzimos? Leite? Peixe? Feijão? Arroz? A única indústria que temos é a criminalidade, que cresce todos os dias. No sistema prisional, cerca de 92% da população carcerária é composta por jovens, ou seja, eles nasceram ou foram criados nos sucessos desgovernos do PT. A grande maioria dessas pessoas são integrantes de famílias, que largaram o campo, e vieram tentar a sorte nas cidades. A tal florestania as expulsou. Agora, estão matando e morrendo. E o governo ainda fez pior: Por que nós temos facções? Porque o então governador, Tião Viana, mandou os nossos presos para as penitenciárias fora do Estado. Voltaram com especialização e passaram a integrar as organizações criminosas.
AC Jornal – Como o senhor avalia a administração do governador Gladson Cameli?
N. Lima – O primeiro ano foi conturbado porque o PT deixou o estado acabado, com dívidas de salários, décimo-terceiro, previdência, etc. Foi preciso organizar a máquina administrativa e enxugá-la. Obras, deixadas pela metade, o Gladson concluiu. No segundo ano veio a pandemia, mas o governo conseguiu fazer caixa e, neste terceiro ano, já possui recursos para fazer investimentos. Se caminhar como está previsto, ele deve chegar em 2022 bem avaliado. É bom lembrar que o governador, diferente de outros administradores, está conduzido muito bem o estado durante essa pandemia.
AC Jornal – O prefeito Bocalom tem experiência administrativa, mas carrega a pecha de autoritário e centralizador. O que o senhor pensa sobre isso? 
N. Lima – O sistema administrativo hoje é aberto, com lei de acesso à informação, portais de transparência e os órgão de controle fiscalizam praticamente tudo em tempo real. Não é possível centralizar informações e atos administrativos. Eu acompanhei essa evolução e o prefeito está ciente desse novo momento. Nós, na Câmara, vamos criar um painel eletrônico para facilitar o acesso às informações da Casa. A nossa gestão será honesta e transparente.
 AC Jornal – Comenta-se que o senhor será o porta-voz de barganhas junto ao prefeito Bocalom? O que há de verdade nisso? 
N. Lima – Isso é mentira, fake news. O prefeito já repetiu reiteradas vezes que não aceita essas relações, ou seja, os vereadores não irão ter cargos na administração em troca de apoio político.
AC Jornal – Como o senhor avalia a administração do presidente Jair Bolsonaro?
N. Lima – Primeiro, eu sou bolsonariano de carteirinha, conservador nato e cristão. O PT acabou com o Brasil. Cerca de R$ 30 trilhões de reais foram entregues a países de orientação socialista, além do roubo escancarado que os brasileiros puderam acompanhar. Ele, contra tudo e todos, ganhou a eleição praticamente só com um celular. Hoje, temos uma campanha, puxada principalmente pelos grandes veículos de comunicação, para derrubar o presidente. Nestes dois anos, na minha avaliação, a administração dele é ótima. Concluiu alguns trechos de rodovias estratégias, levou água para regiões áridas do Nordeste e está amparando os brasileiros durante a pandemia. Só quem não é contra o Bolsonaro é o povo.




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