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sábado, janeiro 16, 2021

Denúncia: presidente do Sindmed no Acre “trabalha” no estado, tem “vínculo efetivo” em Santa Catarina e faz campanha para reeleição: “ele foi embora”

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O ginecologista e obstetra Murilo Batista dos Santos Filho, presidente do Sindicato dos Médicos do Acre, é acusado de “exercer” atividades afins em dois estados diferentes. Detalhe: não mora mais no estado do Acre.

Murilo exerce, além das funções sindicais na sede da entidade, em Rio Branco, o cargo de médico lotado na Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre). E é perito federal lotado no Ministério da Economia e prestando serviços de forma “efetiva” na cidade de Joinville, no Estado de Santa Catarina. A última viagem de Murilo a serviço, fora de Santa Catarina, de acordo com o Ministério da Economia, foi em 25 de outubro de 2019, para Cruzeiro do Sul (AC).

A informação é confirmada no Portal Transparência do ministério (acesse AQUI) ou veja ao lado. O médico não está licenciado para exercer função noutro estado, segundo apurou a reportagem, e, desde maio de 2011, quando foi efetivado, tem obrigação de cumprir 40 horas semanais no estado catarinense.

O acjornal também teve acesso a um documento da Secretaria de Perícia Médica Federal, em que a União autoriza a transferência da esposa de Murilo para prestar serviços na mesma cidade catarinense. Jackeline Fecury Sydrião dos Santos, médica aposentada do Governo no Acre, também é perita e pediu para ir embora junto com o marido. A autorização da transferência de Rio Branco para Joinville é datada de 24 de julho do ano passado.

O casal é tido como “patriota” e bolsonarista, ferrenho defensor da moral, dos bons costumes e da família.

O que mais estranha é o fato de Murilo já estar fora do Acre e assinando expediente interno como presidente do Sindmed. Abaixo, publicamos o edital de convocação de assembléia geral extraordinária em que o médico, dentre outras pautas, põe em discussão as eleições para o triênio 2021/2024. O edital foi publicado no site do sindicato com data desta quinta-feira, 13.  a assembléia esta marcada para  o próximo sábado, e um grupo de médicos já se mobiliza para, através de uma ordem judicial, suspender o encontro – em razão da pandemia e de circunstâncias que consideram ilegítimas.

Uma servidora da entidade disse que Murilo “foi embora”.

O jornalista Assem Neto falou às 13:477 desta quinta-feira com a assessoria da presidente do Conselho Regional de Medicina, Leuda Dávolos.

“O Conselho Regional de Medicina não foi notificado formalmente sobre o caso. E, ainda que tivesse sido, os processos e sindicâncias que tramitam no CRM são sigilosos”, diz a nota resposta.

Em seguida, a secretária do Sindmed, Dalila, foi procurada. Ela respondeu por mensagem que estava em horário de almoço e não retornou a ligação até a atualização desta matéria.

O secretário do Sindmed, Guilherme Pulici, que também é médico e estaria respondendo pela entidade, disse, por mensagem, que não poderia atender. Ele não retornou a ligação, apesar do aviso de urgência.

O secretário Alysson Bestene (Saúde) informou que abrirá processo interno para apurar o caso. Ele confirmou que o médico pediu aposentadoria, mas estranhou haver vínculo simultâneo na prestação de serviços no Acre e fora do estado com carga horária similares.

Por fim, o contato foi feito com o próprio presidente  do Sindmed, às 14:09h. O médico visualizou as mensagens via aplicativo Whatsapp, mas não respondeu.

 

 

 

 




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