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domingo, fevereiro 28, 2021

Força Nacional do SUS detectou falta de oxigênio em Manaus antes do colapso e Bolsonaro não fez nada

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A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) já havia detectado a falta de oxigênio em Manaus antes do colapso. A informação consta em relatórios produzidos entre os dias 8 e 11 de janeiro, que apontam que o Ministério da Saúde já sabia sobre a gravidade da crise do sistema de saúde pública em Manaus no período.

Manaus enfrenta um colapso no sistema de saúde com hospitais lotados após recorde de internações por Covid. As unidades de saúde não têm oxigênio suficiente para todos os pacientes, o que fez o governo a enviar, até esta terça (19), mais de 100 pacientes para outros estados.

Elaborados por agentes do Ministério da Saúde e pelo ministro Eduardo Pazuello, os relatórios apontaram sobre uma dificuldade que Manaus tem devido a uma pressurização do gás de produzir oxigênio.

Os documentos também mostram uma mudança da pauta da discussão de um dia para falar sobre a falta do oxigênio na cidade, já no dia 8 de janeiro.

“Foi mudado o foco da reunião, pois foi relatado um colapso dos hospitais e a falta da rede de oxigênio”, diz trecho do relatório.

Em outro trecho, os relatórios ainda descrevem um problema em dar o atendimento correto aos pacientes por falta de equipamentos de saúde. “Estão preferindo não medir a saturação dos pacientes na sala rosa 1, pois, ao medir, vários pacientes precisarão de oxigênio e não terão como suprir a demanda”, aponta.

Já no dia 11 de janeiro, quando o ministro Eduardo Pazuello estava em Manaus, os relatórios já apontam o colapso no sistema de saúde da cidade.

Ainda segundo os relatórios feitos pela Força Nacional do SUS, médicos tiveram que escolher quais pacientes teriam atendimento adequado e quais receberiam atendimento paliativo.

Um relatório de uma diretora de um hospital também é citado no relatório, em que ela fala em ter perdido credibilidade com a equipe do hospital, por não conseguir dar os suprimentos necessários para o hospital e 40 pacientes terem morrido em um dia.

O documento também fala sobre problemas na compra de equipamentos como oxímetro e uma dificuldade em contratar médicos em Manaus. Nesta terça-feira (19), o Ministério da saúde publicou um portaria que autoriza a contratação emergencial e temporária de 72 médicos para atuar em Manaus, em função da pandemia de Covid-19.

Crise do oxigênio e caos na saúde

A crise do oxigênio no Amazonas é tão dramática que, desde a semana passada, o estado está enviando pacientes para receber atendimento em outros estados. No total, 115 pacientes foram transferidos. O transporte dos passageiros é feito em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), que foram adaptadas para essa finalidade.

Com hospitais lotados e o número de mortes aumentando, os cemitérios registraram aumento de sepultamentos. Desde a semana passada, esses locais já operam com horário de funcionamento ampliado e, no Cemitério do Tarumã, há câmaras frias para os corpos serem preservados e não necessitarem ser enterrados em valas coletivas – como no primeiro pico da pandemia, em abril e maio de 2020.

Um decreto suspende as atividades econômicas não-essenciais até o dia 31 de janeiro. A circulação de pessoas em todos os municípios do Amazonas está restrita entre 19h e 6h.

G1




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