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segunda-feira, março 1, 2021

Rio Branco: secretária diz que alunos têm saudade da merenda da escola. “Se brincam na chuva, por quê não podem voltar às aulas?”

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Ao ser entrevistada em uma emissora local, a Secretária de Educação de Rio Branco demonstrou maior preocupação com os dias letivos do que com a saúde dos milhares de estudantes, professores e demais servidores das escolas.

“A população quer os filhos na escola. Quem tem mais resistência são os pais de estudantes de escolas particulares, que inclusive estão iniciando as atividades. Não temos conhecimento de que na rede pública tem maioria que não quer. Os filhos estão nas ruas, brincando de bola, tomando banho de chuva. Porque não podem ir para escola? As crianças querem retornar, elas sentem saudade da merenda da escola” disse a Secretária.

A secretária reafirma que a prefeitura de Rio Branco faz planejamento para oferecer segurança aos servidores e estudantes e que esse estudo será apresentado aos conselhos e comunidade em geral.

“Temos que rever o lado da educação, sabemos que estamos em uma Pandemia, com 600 servidores no grupo de risco e 25 mil estudantes, por isso estamos montando um plano seguro. Desse quantitativo temos 1.800 alunos que terão aulas presenciais e o restante será remota”, disse a Secretária.

Questionada sobre a dificuldade de manter aulas remotas em meio a tantas pessoas que sequer tem internet em casa, a secretária disse que a escola distribuirá os materiais e apostilas, para que os estudantes possam fazer as atividades em casa.

Nabiha diz que os pais estão pedindo o retorno das aulas, pois estão nas ruas brincando, inclusive a UNICEF recomendou o retorno das crianças na escola.

“Bocalon foi eleito pela população e as pessoas estão pedindo o retorno das aulas, porque os filhos estão brincando nas ruas. Não podemos ter menos de 800 horas aulas e não devemos ter quebra, mas vamos mostrar o plano e tenho certeza que o prefeito terá uma decisão coerente com todos cuidados diante da situação”, afirmou Nabiha.
Questionada se conversou com a comunidade, a gestora disse que já tem uma conversa definida com o SINTEAC e que já conversaram com os diretores das escolas que foram definidas para começar o ano letivo.

“É um direito dos servidores exigir a vacina, quem não quer? Quem define isso é o ministério da saúde, mas temos um plano. O ano letivo de 2020 acaba em maio e em seguida já devemos iniciar 2021. Não vamos fazer nada precipitado, somos responsáveis e as pessoas irão ver que é possível diminuir o prejuízo dos alunos”, finalizou Nabiha.




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