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domingo, fevereiro 28, 2021

Indígenas do Acre se escondem na mata para não tomar vacina; “muda a genética humana”, acreditam

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Tidos como grupo de risco prioritário a serem imunizados já na primeira fase da campanha de vacinação contra a covid-19, os índios acreanos têm demonstrado resistência à presença das equipes de saúde nas aldeias.

Em algumas comunidades, como foi o caso da população katukina, da BR-364, no vale do Juruá, os agentes de saúde encontraram menos da metade dos moradores em casa no dia combinado para a vacinação em massa nas três aldeias da região.

Segundo o professor indígena Ademir katuki, o restante das pessoas havia se escondido na mata para não serem vacinados sob alegação de que a vacina não vai faz bem à genética humana no futuro.

’Eu sou um dos poucos que ficaram esperando para ser vacinado. Por enquanto minha família, e boa parte dos moradores aqui, da minha aldeia, ainda não decidiram tomar a vacina. Eles vão esperar, mais alguns dias, para ver o efeito da vacina em quem está tomando agora e só depois é que vão se vacinar”, disse.

O acjornal conversou com o cacique de outro povo indígena que vive em regiões diferentes do Estado do Acre e ele confirmou a resistência à vacina.

”Na verdade, os indígenas nunca foram muitos receptivos a qualquer tipo de vacina e, nesse caso, existem muitas informações desencontradas que acabam confundindo mais ainda o nosso entendimento sobre a vacina. Por isso muitas aldeias deliberaram que só vão aceitar a imunização na segunda fase da campanha depois de observarem se vai acontecer alguma coisa com quem está tomando a vacina agora, uma vez que existem muitas informações sobre possível mudança genética em quem tomar a vacina”, explicou o cacique Nynoá Huni kuin.

A coordenadora do distrito sanitário especial indígena do vale do Juruá também confirma a resistência de alguns caciques em não permitirem que seus povos sejam vacinados contra a covid-19, nesse primeiro momento. Inglê Medeiros acredita que aos poucos a campanha vacinal irá alcançar seu objetivo.

”Temos sim, algumas aldeias que ainda estão resistentes à vacina, preocupadas com informações equivocadas sobre a qualidade da vacina. Mas nos estamos trabalhando bravamente através do procedimento de busca ativa nas comunidades para que a gente possa levar essa vacina para eles, para que eles possam ter uma vida mais saudável e mais segura” afirmou.

De acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) postados em sua página oficial na internet em 11 de Novembro do ano passado, naquela data já haviam morrido 27 indígenas no Acre vitimas de covid-19, e o número de infectados pela doenças chegava a 2.314.




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