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quarta-feira, março 3, 2021

Efeito Dayanna: Policlínica vacinou 17 estagiários; diretor pode responder por improbidade e secretário atira: “culpa é deles”

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O secretário de saúde de Rio Branco, Frank Lima, disse que apenas recebeu a lista da Policlínica pedindo as doses de vacina contra Covid, mas não verificou se na relação havia pessoal da linha de frente no combate à pandemia.

A responsabilidade, disse ele, ficou para a direção do hospital que atende militares. A afirmação foi feita após a polêmica vacinação à empresária Dayanna Menezes Araújo (ele fotografou o momento e depois apagou a imagem de seu Instagram), esposa do ex-comandante da PM do Acre, coronel Ulisses.

“Se eu recebo uma lista não fico questionando, atendo na boa fé. Se alguém recebeu de forma irregular o diretor da unidade é quem responde pelo crime”, disse o secretário.

O ministério Público notificou a policlínica da Polícia Militar depois que a esposa do ex-comandante da PM, que trabalha como estagiária na unidade, postou fotos nas redes sociais sendo vacinada contra a covid19. A direção da policlínica vai ter que repassar a quantidade de doses que recebeu, quantas pessoas foram vacinadas, e a comprovação de quais desses  trabalham na linha de frente da Covid. É a principal exigência para receber a dose nesse momento.

O MPE vai verificar se houve desvio de finalidade, com uma prática que vem sendo chamada de “fura-fila”. O promotor Glaúcio Oshiro pode pedir a condenação do diretor a policlínica por improbidade administrativa.

E também deve impedir que as pessoas que receberam a primeira dose de forma irregular recebam a segunda dose.

A direção da policlínica justificou a vacinação da estagiária relatando que mais 17 estagiários receberam a primeira dose para dar mais garantia aos militares e familiares que usam os serviços da unidade.

 

 

 




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