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sábado, maio 15, 2021

Denuncia: pecuarista condenado por mandar matar Doroty Stang lidera invasão de terra protegida na Floresta Estadual do Antimary

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Posseiros da Floresta Estadual do Antimary, no Acre, apresentaram denúncia ao Ministério Público de Sena Madureira, contra pecuaristas que estariam comprando terras públicas, e abrindo grandes áreas na mata para criação de gado.

Um dos fazendeiros citados na denuncia é Amair Feijoli da Cunha. Conhecido como Tato, Amair foi condenado a 18 anos de prisão pela morte da missionária Dorothy Stang, em 12 de fevereiro de 2005, em Anapú, no Pará. Ele fez a intermediação dos pecuaristas Vitalmiro Bastos e Regivaldo Galvão com os dois pistoleiros contratados por R$ 50 mil para matar Dorothy. A religiosa defendia a preservação da floresta amazônica.

Em depoimentos, os posseiros revelam que as estradas de seringa estão sendo destruídas por capangas de Amair Feijoli afirmam que quem produz na região está impedido de retirar os produtos, principalmente a castanha.

Os relatos mostram o medo dos pequenos produtores que estão sendo ameaçados e expulsos. Um dos denunciantes chegou a afirmar que foi ameaçado porque viu cerca de 30 homens com máquinas abrindo caminho na floresta para fazer um ramal que ligaria as duas fazendas compradas por Amair.

Os posseiros levaram dezenas de fotografias que mostram parte da floreta estadual do antimary sendo derrubada. Estradas estão sendo feitas na área onde deveria ser conservada e apenas seringueiros poderiam viver na reserva com 47.000 hectares. Nas fotos dá para ver seringueiras, castanheiras e outras árvores colocadas abaixo pelos invasores.

Vários posseiros e seringueiros foram ameaçados. A ordem é derrubar 1.200 hectares nos próximos dias.
Ao menos 600 hectares de mata já foram abaixo.
Para o Ministério público os posseiros disseram que o a secretaria de meio ambiente do Acre, que deve fiscalizar e proteger a reserva, sabe de atuação de pecuaristas e não vem fazendo nada para impedir a devastação da floresta. O secretário de meio ambiente Israel Milani, disse apenas em nota que está investigando as denúncias juntamente com MPE e as polícias.

O promotor responsável pela investigação não repassou detalhes do caso e não confirmou se um dos homens que participou na morte da missionária está transformando área pública em fazenda e expulsando os seringueiros da região do antimary.
Quando a reserva foi criada apenas 52 famílias poderiam viver na área. Hoje existem mais de 70 famílias consideradas invasoras. Na chegada de pecuaristas, a floresta estadual do antimary corre o risco de perder boa parte da mata.

Veja os anexos:




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