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sábado, maio 15, 2021

Alta popularidade de Gladson afasta Petecão de candidatura ao governo. Senador segue pressionado por Jorge Viana, mira aposentadoria gorda e aposta na esposa

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O senador da República Sérgio Petecão (PSD) nunca negou publicamente que não disputará o Governo do Acre em 2022. Também não confirmou. Já disse aos seus assessores mais confiáveis, no entanto, que só vai “pra guerra” se perceber que a popularidade do governador Gladson Cameli está baixa, com sua reeleição comprometida. Nesse momento, o governador tem aprovação de 74% – entre ótimo e bom – e pelo que tem feito no enfrentamento à pandemia tem apoio de nove entre dez internautas que comentam nas redes sociais.

O acjonal apurou junto a conselheiros políticos do senador que ele pretende concluir o segundo mandato, em 2026, quando completará 66 anos de vida.

Petecão se aposentaria com salário integral ( o que é pago hoje) após averbar o tempo de contribuição previdenciária que ele tem como parlamentar. – cinco mandatos como deputado estadual, um mandato como deputado federal e dois como senador.

Enquanto isso, Petecão segue articulando a carreira política da esposa, Mafisa Galvão, vice-prefeita de Rio Branco, para atingir os patamares mais altos possíveis no executivo – municipal ou estadual. Ela, num futuro próximo, seria seu maior cabo eleitoral.

“Sérgio Petecão é um político que enxerga longe e sabe que é só questão de tempo para seu nome ser aclamado candidato ao governo pelos partidos que hoje administram o Acre junto com o PP de Gladson Cemeli. Por isso ele alimenta na militância a expectativa de uma candidatura no ano que vem. Em caso de fracasso do Gladson Cameli, o senador despontaria como “Salvador da Pátria”, disputando, naturalmente, uma eleição com quase nenhum adversário à altura. Mas se o governador continuar nessa ascensão, Petecão aguardará, por mais quatro anos, e, em 2026, já sai do senado aposentado direto para  suceder Gladson Cameli, que se despede do governo e volta ao Senado também sem adversário capaz de derrotá-lo”, disse a fonte consultada pela reportagem.

Parte da estratégia política do Senador Sergio Petecão para mais cedo ou mais tarde ele chegar ao palácio Rio Branco passa por um acordo secreto com o ex-governador Jorge Viana. O pestista é o principal encorajador de Petecão. Viana, que não teria chance numa disputa com Gladson, ou mesmo com Petecão, só tem olhos para o Senado. Esta seria sua única chance de voltar ao “Céu”.

Marcus Alexandre, convencido por Jorge a disputar uma cadeira na Aleac, o ex-prefeito Raimundo Angelim e o ex-governador Binho Marques também se juntariam ao grupo, a fim puxar outros deputados estaduais e federais, caso sejam eleitos por uma possível aliança PT/PSD.

Essa aliança não levaria Petecão a lugar nenhum. A memória do eleitor acreano é implacável contra os Viana, por tudo que o PT representou de ruim para o Acre e o Brasil.

O senador estaria disposto a pagar esse preço?

E a amizade com Gladson (os dois até dividiram apartamento quando eram deputados, em Brasília)?

 




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