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quarta-feira, março 3, 2021

Exclusivo: polícia localiza rebanho roubado em pasto do Betão; polícia procura advogado e “amigo” de pecuarista, acusados por roubo

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A Polícia Civil do Acre flagrou 160 cabeças de gado roubadas dentro do pasto de propriedade do pecuarista Edilberto Moraes, o “Betão”. O gado é parte de um rebanho maior retirado sem autorização de uma fazenda pertencente ao também pecuarista Felipe Algacir Venturin, no município de Porto Acre, que é apontado como vítima do roubo, segundo boletim de ocorrência 00005371/2021.

O gado tinha a marca JFV, as iniciais da família Venturin. E isso pôde ser verificado pela polícia como prova de que as reses, de fato, não pertencem a Betão.

O advogado Renato Almeida é citado como possível coautor do crime. Um capataz que se apresentou como funcionário de Almeida agiu junto a um vizinho, pedindo que deixasse a porteira aberta, a fim de retirar um gado pertencente ao advogado.

“Pisca”, amigo de Betão, acusado por roubo de gado.

O que mais chama atenção nessa história é que, quando a polícia chegou na propriedade de Betão, verificou que alguns animais já tinham outra marca, que o próprio Betão admitiu ser de um amigo que lhe pediu para guardar a boiada lá. Esse amigo é Carlos Celso, conhecido como “Pisca”, denunciado na delegacia como autor do roubo.

Nota emitida pelo pecuarista vítima de roubo e seu advogado

Nesses animais, a marca JVF já havia sumido e foi sobreposta por outra marca que segundo Betão pertence a “Pisca”.  É o que chamam de crime de supressão    contra o patrimônio, consistente em suprimir, indevidamente, em gado ou rebanho alheio, marca ou sinal indicativo de propriedade

“Pisca” está foragido

A polícia foi comunicada sobre o roubo de 296 cabeças. O restante (136 cabeças) deve ser localizada nas próxima horas e devolvida ao proprietário, segundo a previsão mais otimista do advogado Sérgio Farias, que se empenhou pessoalmente para recuperar os bois.

Em entrevista com Sérgio farias (ouça a íntegra abaixo), ele diz que acompanhou a polícia durante a abordagem a Betão. O pecuarista admitiu que um o gado foi deixado lá pelo amigo “Pisca” para ser recolhido 48 horas depois.

Por telefone, na frente das autoridades policiais, Betão buscou explicações de “Pisca”, que informou, num primeiro momento, estar em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Em seguida, foi descoberto que ele estaria internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Mas o roubo está configurado e a polícia, agora, procura ouvir o tal advogado que, segundo a denúncia, deu a ordem para abrir as porteiras para o rebanho passar.

A reportagem não conseguiu localizar Betão e Pisca.




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