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domingo, abril 11, 2021

Nível do Rio Yaco volta a subir e prefeitura de Sena Madureira orienta desabrigados a não voltarem para casa

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As famílias desabrigadas pela cheia do Rio Yaco na cidade de Sena Madureira (AC) devem permanecerem nos alojamentos públicos pelo menos até a segunda quinzena deste mês.

Foi o que orientou a prefeitura local, na manhã desta terça-feira (02), ao constatar que o rio que banha a cidade voltou a dar sinal de enchente antes mesmo da vazante sequencial atingir seu nível normal para o período do ano.

Segundo dona Maria Conceição Ambrósio o comunicado oficial foi para as pessoas que já estavam procurando o poder público em busca de ajuda para retornarem para casa nos bairros já desocupados pelas águas.

“Eles disseram para nós que estamos alojados aqui no ginásio de esportes que o prefeito tinha dado ordem para não liberar nenhum caminhão para fazer mudança de ninguém porque a prefeitura não vai ficar levando e trazendo gente de voltar se o rio voltar a encher”.

O planejamento da prefeitura de Sena Madureira é manter as famílias nos abrigos públicos até o dia quinze deste mês, data em que o histórico de enchentes do Rio Yaco não registraria mais alagações.

“Daqui até lá a prefeitura não se responsabiliza pelo retorno de ninguém e nem garante a retirada de quem foi por conta própria em uma situação de necessidade de evacuação dos bairros novamente”, disse ao Acjornal um dos assessores do prefeito Mazinho Serafim.

Em entrevista a uma emissora de rádio local, o coordenador da Defesa Civil Municipal Carlos D’ávila afirmou que ainda há risco das águas voltarem a subir e desalojar mais uma vez quem já retornou para casa por conta própria.

“As maiores enchentes do Rio Yaco foram registradas a partir da segunda quinzena de março, por isso, dada a situação climática de muitas chuvas que estamos vivendo, não descartamos, nesse primeiro momento, a possibilidade dele voltar a subir”, disse.

Nos últimos trés dias o Yaco vinha dando sinal de vazante. Mas amanheceu esta terça-feira (02) com 4 centímetros a mais e o serviço de meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) prevê chuvas intensas nos próximos 15 dias na região das nascentes do rio.

Dos dez bairros afetados pelo transbordamento na semana passada, quando o rio chegou a 18 metros e 10 centímetros, seis aínda permanecem debaixo d’água sem os moradores poderem voltar às suas residências.




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