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domingo, abril 11, 2021

12 meses atrás uma advogada e dois arquitetos testavam positivo para Covid no Acre; doença matou 4 pessoas por dia até esta quarta-feira

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Um ano atrás poucos acreanos acreditavam que o novo coronavírus, descoberto na China em Dezembro de 2019, iria cruzar o oceano, percorrer 17 mil quilômetros de continente e chegar até aqui para dizimar centenas de vidas. Os primeiros casos naquele 17 de março eram de um homem de 30 anos e uma mulher de 50, que chegaram de São Paulo, e outra de 37 anos, que estava em Fortaleza. Hoje completa um ano dos primeiros diagnósticos da doença.

Nesse período já morreram 1.140 pessoas vitimas da doença – o equivalente a 3,3 óbitos por dia. Só nas ultimas 24 horas foram 11 pessoas, todas chefe de famílias, que perderam a vida para o vírus.

Naquela época a Organização Mundial da Saúde (OMS) já pedia às pessoas que evitassem viagens para os centros com predominância de casos da doença, mas a exemplo do que ocorre até hoje muita gente ignorou o alerta.

Segundo o médico infectologista Genilson Leite, o resultado não poderia ser diferente com os números alarmantes da doença mediante o comportamento de boa parte das pessoas que se recusam a adotar medidas de proteção individual para isolamento da corrente de infecção.

“Desde o inicio da pandemia que se nota uma resistência de certa camada da sociedade às medidas de isolamento social, provavelmente motivada pelo comportamento público da autoridade maior do país, o presidente Jair Bolsonaro, que deveria ser o primeiro a dar bom exemplo, mas prefere negar a letalidade da doença em nosso pais, disse o médico.

O Acre chega a um ano de pandemia contabilizando números que assustam os especialistas sobre a disseminação da doença em todos os seus 22 municípios e até nas aldeias indígenas e comunidades isoladas na floresta.

São 63. 378 (sessenta e três mil, trezentas e setenta e oito) pessoas já infectadas em todo o Estado sem o sistema único de saúde acreano suportar novas internações devido a falta de leitos de UTI e a eminência do racionamento de oxigênio para socorrer as vitimas que apresentam quadro clinico de falta de ar.

Ao contrário do que se imaginava no começo da crise sanitária brasileira, que o vírus só matava pessoas que já tinham históricos de doenças crônicas, hoje aqui no Acre, de cada 10 óbitos, quatro são de pacientes que eram sadias antes de serem infectadas pelo novo corona vírus.

Para piorar a situação, os especialistas acreditam que uma nova cepa do vírus, bem mais letal, esta circulando no Estado encurtando o tempo de observação do paciente pós-contaminação e óbito, acelerando o número de mortes nas ultimas duas semanas.

A capital Rio Branco lidera o rankink de casos da doença com 46% dos novos diagnósticos, o equivalente a 29 mil enfermos, e 60% dos registros de óbitos somando 694 mortes em um ano de pandemia.

Em segundo lugar vem Cruzeiro do Sul, com 6.400 casos e 125 mortes, seguida por Assis Brasil em termos percentuais por grupo de 100 habitantes contaminados, e Xapuri, Tarauaca, Mâncio Lima, Sena Madureira, Capixaba e Porto Acre.




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