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domingo, abril 11, 2021

Marfisa e N. Lima disparam documento falso e atacam governador em grupo “aliado”, mas empresária desmente desobediência civil no Acre

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Uma carta intitulada “Insurreição e desobediência civil já” foi amplamente disparada nas redes sociais pela vice-prefeita de Rio Branco, Marfisa Galvão, e pelo presidente da Câmara de Rio Branco, vereador N. lima, num gesto claro de incentivo aos cidadãos e comerciantes a descumprirem as medidas restritivas contra a pandemia. Marfisa, mulher do senador Sérgio Petecão, age como pombo correio do marido, que promove ataques ao governador sem se expor diretamente. Lima, por sua vez, é bolsonarista fervoroso.

Cilada de aliados

Na tarde deste domingo, o governador Gladson Cameli foi alvo de uma cilada ao ser adicionado num grupo de Whatsapp intitulado “Verdadeira Situação”. A administradora do grupo, advogada Valdete Souza, é diretora na Codisacre (Cargo comissionado do Governo do Acre). Imediatamente após, o governador passou a ser constrangido pela vice-prefeita e o vereador (veja os print´s abaixo). Marfisa chegou a pedir a dissolução do Comitê de Combate à Covid e Pela Vida, alegando que o município deveria ter autonomia para decidir sobre a questão. Ela esqueceu que a prefeitura está representada no comitê, e que o Estado tem autonomia sobre todo o território regional.

Vergonhoso

A carta não tem assinaturas, e teve o cabeçalho alterado para parecer uma versão dos empresários locais. Falsários (não se sabe quem) inseriram formas de tratamento como “Ilmo Sr. Governador”, com destinação inclusive a vereadores e deputados. Além disso, acrescentaram a inscrição “ao povo acreano”. E incita cidadãos contra decretos que limitam as atividades comerciais – um ataque frontal ao que vem ocorrendo nos finais de semanas nas 22 cidades do Acre. “Não iremos seguir qualquer decreto”, diz a carta. Ocorre que o manifesto não tem a concordância oficial dos empresários acreanos. A empresária do ramo de eventos, Denise Borges, escreveu para a vice-prefeita, alertando que a carta vem rodando a WEB Brasil afora, inclusive em Ribeirão Preto (SP), e que a desobediência civil não é uma prática aceitável. Ela esclarece que a própria Acisa (Associação Comercial) reprova a desobediência civil (leia ao lado).

Ao ser atacado no grupo, o governador agiu com diplomacia. Marfisa insinuou que as medidas em defesa da vida, tomadas pelo governador, poderiam ter consequências nas urnas, sugerindo que o marido senador poderia vir a ser candidato a governador. Aliados ao governo tentaram convencer a vice-prefeita que esse não é o momento para o debate sobre eleições, e que a politização da pandemia não ajuda. “A urna que eu quero é Deis e respeito a sua opinião”, reagiu o governador.

Em dado momento, Gladson escreveu: “se cada um tomar cuidado e fazer sua parte tudo se resolverá. Não esqueçam que o MP está com a caneta”. Em seguida, ele deseja que a vice-prefeita tenha “um bom almoço”, e ela agradeceu.

 




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